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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ROTEIRO DE ESTUDOS - GRÉCIA ANTIGA

Roteiro de Estudos  – Grécia Antiga


Ao estudar a história da Grécia Antiga, devemos enfatizar aspectos importantes, antes mesmo de aprofundar no tema.
Os aspectos são:

·         Periodização
·         Levas migratórias (ocupação e formação civilizatória)
·         Características geográficas (relevo, clima, vegetação, etc.)
·         Unidade cultural e fragmentação política e territorial

1- Periodização

A História da Grécia Antiga é uma história extensa, começaremos em 2000 a.C. e terminamos com a divisão do Império Macedônico em 323 a.C. com a morte de Alexandre Magno e posteriormente os reinos helenísticos foram derrotados pelos romanos nos séculos II e I a.C.

Portanto, há a necessidade de dividir essa história de quase 2 milênios em períodos. Quantos períodos são utilizados para dividir a história da Grécia?
São 5 períodos:

  • Período Pré-Homérico ou Micênico (de XX a.C. a XII a.C.)
  • Período Homérico ou Pós-Micênico (de XII a.C. a VIII a. C.)
  • Período Arcaico (de VIII a.C. a VI a.C.)
  • Período Clássico (de VI a.C. a IV a.C.)
  • Período Helenístico (de IV a.C. a II a.C.)
2- Levas migratórias

A história da Grécia Antiga é marcada por migrações, levas migratórias de um mesmo ancestral em comum, que saíram do Leste Europeu/Oeste Asiático em busca de terras férteis e melhores condições de vida.

Essas levas, chamam a si mesmas de helenos e chegaram gradualmente na Grécia, entre o século XVIII e XII. Respectivamente, foram os aqueus, jônios, eólios e dórios.

Exceção: os cretenses, que chegaram no século XX a.C., eram originários da Síria e Anatólia, diferentes dos helenos que são povos arianos. A civilização cretense, que dominou o Mar Egeu e submeteu as demais regiões da Grécia ao seu controle, é considerada o embrião da civilização grega, devido à forte influência e mescla (mistura) cultural que proporcionou aos helenos (sobretudo os aqueus).

Ainda falando de migrações, não podemos esquecer dos movimentos dos gregos já instalados na Península Balcânica, ou seja, as migrações forçadas ou Diásporas.
Os gregos, assim como todos as outras civilizações, sempre estavam buscando melhores condições de vida, portanto não encaixamos a expansão cretense para as ilhas do Mar Egeu (devido ao crescimento populacional e a falta de terras férteis em Creta) como uma diáspora.

Mas não se esqueçam dos motivos e consequências que ocasionaram a Primeira Diáspora Grega (chegada dos dórios) e a Segunda Diáspora Grega (desintegração/crise dos genos).

3- Características geográficas (relevo, clima, vegetação, etc.)

A Grécia se localiza na Península Balcânica, banhada pelo Mar Mediterrâneo (fazem parte os mares Egeu, Adriático, Jônio, Mar de Mármara e Mar Negro) e dividida em 4 partes:

·         Grécia Continental
·         Grécia Insular (Creta e demais ilhas do Mar Egeu)
·         Grécia Peninsular (Península do Peloponeso)
·         Ásia Menor (ao leste do Mar Egeu)

O território é formado por maciços montanhosos (inclusive há um mapa anexado com as cadeias de montanhas da região) que dificultavam a comunicação entre as cidades e a prática da agricultura. Por outro lado, o litoral recortado oferecia excelentes condições para a prática da pesca, navegação e comércio marítimo.

4- Unidade cultural e fragmentação política

A Grécia era formada por povos que ao longo de quase mil anos, chegaram e ocuparam a Península Balcânica. As dificuldades do território (formado por maciços montanhosos que dificultavam a comunicação entre as cidades e a prática da agricultura) colaboraram para a organização em cidades-Estados (polis), onde cada cidade manteve sua própria administração e autonomia, independente das demais cidades.

O conceito territorial dos gregos antigos também é necessário enfatizar: eles chamavam a Grécia de Hélade, chamavam a si de helenos e onde houvessem cidades gregas, haveria a Grécia.

Exemplo: quando os gregos fundaram cidades na Península Itálica (cidades como Nápoles, Siracusa e Tarento), chamaram aquela região de Magna Grécia por considerarem que aquele território também fazia parte da Grécia.

Portanto, a Grécia não era uma unidade política (nunca houve um rei ou imperador grego que controlasse e governasse todas as outras cidades), era somente uma unidade cultural, onde todos falavam a mesma língua e partilhavam a mesma cultura (mesma religião, hábitos, tradições e costumes).

PROBLEMATIZAÇÃO

Hora de problematizar a história da Grécia Antiga, analisando aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais identificando processos de permanências e rupturas.

1- Civilização Cretense

·         Quais eram suas características geográficas?
·         Quais eram as principais atividades econômicas desenvolvidas em Creta e sua relação com as características geográficas?
·         Como os cretenses resolveram os problemas do crescimento populacional e a falta de terras férteis?
·         O que foi e como funcionava a talassocracia cretense?
·         Qual lenda se relaciona à talassocracia cretense?
·         Quais realizações marcam o período de ascensão (auge) da civilização cretense?
·         Quais são as principais características sociais, culturais e religiosas da civilização cretense? Relacione o papel da mulher na sociedade com as características religiosas.
·         Quais esportes foram desenvolvidos em Creta e praticados pelas mulheres?
·         Quais acontecimentos marcam o declínio (queda) da sociedade cretense? Como podemos relacionar a queda de Creta com as levas migratórias que chegaram na Península Balcânica?
·         Quais eram os sistemas de escrita utilizados pelos cretenses?

2- Levas migratórias

·         Como são conhecidos o período Pré-Homérico e o período Homérico?
·         Quem eram os aedos?
·         Quais levas migratórias (povos) chegaram respectivamente (na ordem) na Grécia Antiga?
·         Quais desses povos se influenciaram pela cultura cretense dando origem à civilização creto-micênica?
·         Quais povos chegaram e se instalaram pacificamente na Península Balcânica?
·         Quais desses povos que, conhecedores de armas de ferro, provocaram guerras, expulsando os demais e provocando a Primeira Diáspora Grega?
·         Quais foram as consequências da Primeira Diáspora Grega? A vida urbana, o comércio e a produção literária grega foram afetados?
·         O que era a Magna Grécia?
·         O que era os genos? Como funcionavam as comunidades gentílicas?
·         Por que consideramos os genos como comunidades coletivas?
·         Quem detinha o poder no genos? Esse poder era vitalício e hereditário?
·         Por que o genos entrou em crise?
·         Quais foram as consequências da crise dos genos? Relacione a crise dos genos com a Segunda Diáspora Grega.
·         Quais classes sociais surgiram da crise dos genos?

3- O surgimento das polis no Período Arcaico

·         Como foi a organização das sociais após a crise dos genos?
·         O que eram as frátrias, tribos e demos?
·         Quais são os aspectos referentes à autonomia das polis?
·         O que é a acrópole? O que havia nela?
·         O que é o asty? O que é uma ágora e quais eventos aconteciam nela?
·         Pensando na autonomia das cidades, por que utilizamos as cidades-Estados de Atenas e Esparta para mostrar organizações distintas (diferentes)?

a) Atenas

·         Quais eram as características geográficas de Atenas? Relacione suas características geográficas com as principais atividades econômicas desenvolvidas em Atenas.
·         Como se organizava a pirâmide social ateniense? Quem eram os eupátridas, georgóis, demiurgos, thetas, thecnays e metecos?
·         Por que costumamos dizer que a sociedade grega era uma sociedade escravista? Da mesma forma, dizemos que a base da produção grega era escravista.
·         Quem era considerado cidadão em Atenas? Quem eram os excluídos?
·         Quais foram as medidas adotadas por Drácon?
·         Quais foram as medidas adotadas por Sólon? Como ele beneficiou os pequenos proprietários e demais pobres?
·         Quais foram as medidas adotadas por Clístenes?
·         Quais foram as medidas adotadas por Péricles?
·         Sobre as instituições políticas (órgãos administrativos) de Atenas, explique:
·         Quais eram as funções da Eclésia?
·         Quais eram as funções da Bulé?
·         Quais eram as funções da Heliéia?
·         Quais eram as funções do Arcontado?
·         Quais eram as funções dos Estrategos?
·         O que era o ostracismo?
·         Quais eram as características da Educação Ateniense?
·         Qual era o papel da mulher ateniense na sociedade?

b) Esparta

·         Esparta representou os valores de austeridade, espírito cívico, submissão total do indivíduo ao Estado. Sociedade conservadora, patriarcal, aristocrática, guerreira e eugênica. O que isso quer dizer?
·         Quais eram as características geográficas de Esparta? Relacione suas características geográficas com as principais atividades econômicas desenvolvidas em Esparta.
·         Como se organizava a pirâmide social espartana? Quem eram os esparciatas (espartanos), periecos e hilotas?
·         Os hilotas pertenciam aos esparciatas ou pertenciam ao Estado espartano? Isso se configura escravidão ou servidão?
·         O que era a kriptia ou kriptéia?
·         Quando o esparciata completava 30 anos de idade, o que ele recebia do governo?
·         Quem eram considerados cidadãos em Esparta?
·         A partir de quantos anos o esparciata poderia participar da Ápela e da Gerúsia?
·         Sobre as instituições políticas (órgãos administrativos) de Esparta, explique:
·         Quais eram as funções da Ápela?
·         Quais eram as funções da Gerúsia?
·         Quais eram as funções dos 2 reis de Esparta (diarquia)?
·         Quais eram as funções do Conselho de Éforos (Eforato)?
·         Por que afirmamos que quem detinha o poder em Esparta eram os 5 éforos e não os reis?
·         Quais eram as características da Educação Espartana?
·         Por que dizemos que a mulher espartana era mais valorizada que a ateniense?

4- Período Clássico: o auge e a queda da civilização grega

·         Embora esse período seja marcado pelo esplendor das grandes realizações culturais, artísticas e intelectuais; a Grécia se envolve em uma guerra contra os persas e após vencê-los, se envolve em uma guerra civil (gregos contra gregos).
·         Quais foram as causas das Guerras Médicas?
·         Como os gregos se organizaram para defender o território? O que era a Confederação (Liga) de Delos? Quais eram as contribuições que as cidades-Estados tinham que enviar para Atenas?
·         Quais foram as principais batalhas das Guerras Médicas?
·         Após a paz de Címon ou Calias, por que os gregos iniciaram a Guerra do Peloponeso?
·         A Guerra do Peloponeso, após 28 anos de lutas, com vitórias de Esparta e depois de Tebas, chegou ao fim. Como a Grécia ficou após esses 28 anos? Como estava a estrutura das cidades, a produção agrícola e o comércio?

5- Período Helenístico: o domínio macedônico e a expansão da cultura grega

·         Após a invasão macedônica liderada por Filipe II, seu filho Alexandre Magno (Alexandre III) o sucedeu e iniciou uma rápida expansão territorial em direção à Asia e norte da África (Egito). Quais foram as grandes realizações de Alexandre nesses lugares?
·         O que é o helenismo?
·         Após a morte de Alexandre, o que aconteceu com seu gigantesco império? Quem foram os diádocos e quais reinos surgiram após a fragmentação territorial do império?

6- Cultura Grega
·         Quais foram as realizações culturais dos gregos?
·         Quais foram os legados culturais  deixados pelos gregos?
·         Quais foram as contribuições de Sócrates, Platão e Aristóteles?
·         Quais foram os estilos arquitetônicos desenvolvidos na Grécia Antiga?



Dennys Stefanini

sábado, 6 de setembro de 2014

GRÉCIA ANTIGA - CIVILIZAÇÃO CRETENSE - ZENAIDE LOPES - 1º ANO ENSINO MÉDIO (1ºs D,E,F) - TRABALHO

Situada no Mar Egeu, Creta ocupava uma posição central em relação ao Egito, à Grécia e à Ásia Menor e era a maior ilha do mar Egeu. Seu território era formado por maciços montanhosos e, ao contrário do Egito e da Mesopotâmia, em Creta não existia grande rio que fertilizasse o solo e que tornasse possível a sobrevivência de sua população, através da agricultura. O relevo montanhoso era compensado por um litoral em que existiam excelentes portos, o que favorecia a navegação, a pesca e o comércio. A origem da civilização cretense é incerta. É provável que a ilha tenha sido povoada por volta de 3000 a. C. por grupos vindos da Anatólia e da Síria. Com o tempo, o crescimento demográfico, agravado pela falta de terras férteis, obrigou parte da população a emigrar, fundando colônias nas ilhas do Egeu, nas costas da Ásia Menor e no sul da Grécia (Peloponeso). Aqueles que permaneceram em Creta, sobreviveram, dedicando-se à industria, ao comércio e à navegação.

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A EVOLUÇÃO POLÍTICA

Creta viveu, entre 2000 e 1200 a. C. , o processo de ascensão e queda de sua civilização. O período de apogeu foi marcado pela edificação das cidades de Cnossos, Faístos, Mânlia e Gúrnia, na ilha de Creta, assim como pela fundação das colônias de Micenas e Tirinto, na Grécia, e de Tróia (Ílion) na Ásia Menor. Nessa época, a frota cretense dominava toda a bacia oriental do Mediterrâneo e suas atividades comerciais se estendiam do sul da Itália até o mar Negro. Entre as realizações artísticas dessa fase de prosperidade destacou-se a construção do grande Palácio de Cnossos - o Labirinto -, célebre pela complexidade de sua estrutura e por sua grande rede de corredores. A decadência de Creta data de 1500 a. C., quando os aqueus, indo-europeus, que invadiram a Grécia, conquistaram as cidades de Micenas e Tirinto, assimilaram sua cultura e deram origem à civilização creto-micênica. Em 1400 a. C. , os aqueus conquistaram a ilha de Creta e, em 1200 a. C. , destruíram a cidade Tróia, na Ásia Menor. A Guerra de Tróia serviu de tema para a Ilíada, poema épico de Homero e obra-prima da literatura grega.


A CIVILIZAÇÃO CRETENSE

A civilização cretense possuía uma economia baseada no comércio marítimo, uma sociedade que não praticava a discriminação feminina e um regime político-teocrático. Os cretenses possuíam, ainda, três sistemas de escrita, grande talento e sensibilidade nas artes plásticas e uma religião essencialmente matriarcal e baseava-se na adoração de uma divindade feminina, a Deusa-Mãe, que dominava a terra, o céu e o mar.

A industria e o comércio marítimo foram as principais atividades econômicas de Creta. Na industria, desenvolveram-se os ramos da metalurgia, cerâmica, ourivesaria (fabricação de ouro) e fabricação de armas de luxo. O comércio era realizado com o Egito, Grécia, Ásia Menor, Chipre, Fenícia e Síria. As exportações (vendiam) eram de cerâmica, jóias, vinho e azeite; as importações (compravam) eram de ouro, prata, tecidos, marfim, estanho e cobre. Na sociedade cretense, as mulheres ocupavam posição social de destaque, não eram objeto de discriminação e desfrutavam de uma situação de igualdade em relação aos homens. Outro fato curioso foi o reduzido papel que a escravidão desempenhou nessa sociedade. Os cretenses apreciavam a música, a dança e os esportes. O regime político era a monarquia teocrática, que se caracterizava, como no Egito e na Mesopotâmia, pela vinculação entre o Estado e a religião.

A TALASSOCRACIA

A capital da talassocracia cretense ("governo do mar", "império marítimo") era a cidade de Cnossos. Minos, mais que um rei, parece ter sido um título equivalente a faraó. A talassocracia consistia no controle marítimo e comercial das ilhas do Mar Egeu. Os comerciantes das demais ilhas do Egeu e das regiões do Peloponeso, Ática e Ásia Menor deveriam pagar impostos para Creta por utilizarem o mar Egeu para o comércio.

Os cretenses desenvolveram três sistemas de escrita: pictográfico, linear A e B. Essas escritas facilitavam o comércio. Os cretenses também se destacavam por sua arquitetura (Palácio de Cnossos), na escultura, na confecção de preciosas miniaturas, e na pintura com seus afrescos e murais, que atingiu seu maior grau de expressão.


Linear B

Fontes: MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luís C. A. História Antiga e Medieval. Ed. Scipione
            FUNARI, Pedro P. Grécia e Roma. Ed. Contexto

EXERCÍCIOS

1- Quais foram as condições adversas que impossibilitaram a sobrevivência da população cretense através da agricultura?
2- Quais fatores levaram os cretenses a fundar colônias fora da ilha de Creta?
3- Explique o que foi a talassocracia cretense.
4- Faça uma relação entre a religião cretense e a igualdade e o papel de destaque que as mulheres exerciam.
5- Destaque as principais atividades econômicas e artísticas da civilização cretense.

Data de entrega: 16/09 Em folha de almaço ou digitado no sulfite A4. Será descontado nota caso o aluno entregue fora do prazo ou em outro tipo de folha.

domingo, 17 de agosto de 2014

GRÉCIA ANTIGA - RESUMO - PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO E HOMÉRICO - 6º ANO WIENKE

Para estudar a história da civilização grega, utilizamos a seguinte periodização:

* Período Pré-Homérico: séculos XX - XII a. C.
* Período Homérico: séculos XII - VIII a. C.
* Período Arcaico: séculos VIII - VI a. C.
* Período Clássico: séculos V - IV a. C.
* Período Helenístico: séculos IV - II a. C.

LOCALIZAÇÃO

A Grécia localizava-se ao sul da Península Balcânica, na bacia oriental do Mar Mediterrâneo, banhada pelos mares Jônico e Egeu. Seu território era dividido em três partes: a Grécia Continental (norte), a Grécia Peninsular (região do Peloponeso) e a Grécia Insular (formada pelas ilhas espalhadas pelo Mar Egeu).

A Grécia possui um relevo acidentado e muitas cadeias montanhosas. A geografia da região foi responsável pelo isolamento das cidades e a fragmentação política devido às dificuldades de comunicação interna.

Mapa físico da Grécia

 A região da Grécia foi povoada por diferentes povos indo-europeus: aqueus, jônios, eólios e dórios. Os primeiros habitantes, os jônios (povos guerreiros), dominaram a região da Ásia Menor e submeteram os antigos habitantes à servidão. Formaram uma sociedade militar, porém também assimilaram muita da cultura dos antigos habitantes. Construíram cidades fortificadas, não eram letrados e não deram continuidade ao comércio que existia nos arredores do Mediterrâneo. Por vola de 1580 a. C. os jônios foram expulsos de parte de suas terras pelos gregos aqueus e eólios, encontrando refúgio na Ática.

PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO

Esse período ficou assim conhecido, pela falta de registros escritos, apesar das escritas cretenses, há poucas informações à respeito dessa época.

Creta viveu, entre 2000 e 1200 a. C. , o processo de ascensão e queda de sua civilização. O período de apogeu foi marcado pela edificação das cidades de Cnossos, Faístos, Mânlia e Gúrnia, na ilha de Creta, assim como pela fundação das colônias de Micenas e Tirinto, na Grécia, e de Tróia (Ílion) na Ásia Menor. Nessa época, a frota cretense dominava toda a bacia oriental do Mediterrâneo e suas atividades comerciais se estendiam do sul da Itália até o mar Negro. Entre as realizações artísticas dessa fase de prosperidade destacou-se a construção do grande Palácio de Cnossos - o Labirinto -, célebre pela complexidade de sua estrutura e por sua grande rede de corredores.

A capital da talassocracia cretense ("governo do mar", "império marítimo") era a cidade de Cnossos. Minos, mais que um rei, parece ter sido um título equivalente a faraó. A talassocracia consistia no controle marítimo e comercial das ilhas do Mar Egeu. Os comerciantes das demais ilhas do Egeu e das regiões do Peloponeso, Ática e Ásia Menor deveriam pagar impostos para Creta por utilizarem o mar Egeu para o comércio.
Os cretenses desenvolveram três sistemas de escrita: pictográfico, linear A e B. Essas escritas facilitavam o comércio. Os cretenses também se destacavam por sua arquitetura (Palácio de Cnossos), na escultura, na confecção de preciosas miniaturas, e na pintura com seus afrescos e murais, que atingiu seu maior grau de expressão.
A decadência de Creta data de 1500 a. C., quando os aqueus, indo-europeus, que invadiram a Grécia, conquistaram as cidades de Micenas e Tirinto, assimilaram sua cultura e deram origem à civilização creto-micênica.
Os aqueus ou micênicos (também eram guerreiros) originários dos Bálcãs, se instalaram na Grécia Continental e aprenderam muito e foram muito influenciados pela cultura cretense. Os aqueus conquistaram Creta em 1400 a. C. aproximadamente. A vitória sobre os cretenses foi fácil e total pois os cretenses estavam pouco exercitados na arte da guerra. Os reis aqueus enriqueceram com os saques. No entanto, a influência da civilização cretense permaneceu no desenvolvimento da escrita.

PERÍODO HOMÉRICO

O estudo desse período baseia-se na interpretação de duas obras - a Ilíada e a Odisséia - atribuídas a Homero. Daí o período chamar-se Homérico. São os únicos registros escritos (embora tenham sido produzidos bem depois dessa época) que se tem sobre a civilização grega, dos quais são descritos diversos aspectos dessa civilização.

Em linhas gerais, a Ilíada narra a tomada de Tróia pelos gregos (aqueus). O poema descreve o décimo ano do conflito até a derrota final dos troianos e a destruição da cidade. Após o incidente do "cavalo de Tróia", os aqueus saquearam e destruiram Tróia e regressaram à Grécia aproximadamente em 1.400 a. C. A Odisséia descreve o retorno conturbado do guerreiro Ulisses (ou Odisseu) ao seu reino de Ítaca.

Apesar de atribuídas a um mesmo autor - Homero -, a Ilíada e a Odisséia são muito diferentes no vocabulário, no estilo e nos acontecimentos. Também é preciso levar em conta as diversas interpretações feitas pelos aedos, que transmitiam os poemas oralmente.
Para serem memorizados, esses poemas eram cantados, até que no século V a. C. houve o registro desses poemas.

Após destruir Tróia, a civilização micênica (como eram chamados os gregos) expandia-se em direção à Ásia. Neste momento começou uma nova invasão na Grécia. Chegaram os dórios, último grupo de povos arianos a penetrar em território grego. Mais aguerridos, ainda nômades, conhecedores de armas de ferro, os dórios arrasaram as cidades gregas. Micenas ficou em ruínas.

A população fugiu e se espalhou. Muitos se retiraram para lugares afastados, preotegidos dos dórios, no interior do território. Outros fugiram para o exterior: numerosas colônias fundadas por gregos surgiram assim nas costas da Ásia Menor e em outros lugares do Mar Mediterrâneo. Esse processo de dispersão recebeu o nome de Diáspora e esta foi a primeira Diáspora Grega.

Com a chegada dos dórios, começou um novo período na história da Grécia. A vida urbana desapareceu. A população regrediu para uma vida mais primitiva, voltando a se organizar em pequenas comunidades, cuja célula básica era a grande família ou genos.


Fontes: MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luís C. A. História Antiga e Medieval. Ed. Scipione
            FUNARI, Pedro P. Grécia e Roma. Ed. Contexto
            ARRUDA, José Jobson de A. História Antiga e Medieval. Editora Ática


GRÉCIA ANTIGA - CIVILIZAÇÃO CRETENSE - WIENKE - 6º ANO

Situada no Mar Egeu, Creta ocupava uma posição central em relação ao Egito, à Grécia e à Ásia Menor e era a maior ilha do mar Egeu. Seu território era formado por maciços montanhosos e, ao contrário do Egito e da Mesopotâmia, em Creta não existia grande rio que fertilizasse o solo e que tornasse possível a sobrevivência de sua população, através da agricultura. O relevo montanhoso era compensado por um litoral em que existiam excelentes portos, o que favorecia a navegação, a pesca e o comércio. A origem da civilização cretense é incerta. É provável que a ilha tenha sido povoada por volta de 3000 a. C. por grupos vindos da Anatólia e da Síria. Com o tempo, o crescimento demográfico, agravado pela falta de terras férteis, obrigou parte da população a emigrar, fundando colônias nas ilhas do Egeu, nas costas da Ásia Menor e no sul da Grécia (Peloponeso). Aqueles que permaneceram em Creta, sobreviveram, dedicando-se à industria, ao comércio e à navegação.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZLo0HaEAevJPuUGWUboGjSjj_b8lEzjtnD3Un2ELa2cLORB7bpeMNa1pGc0wuifsFl7nyMcw4b1g6wPbbglT2gg8FG2F9nFdVdgecloxq-RVbXBmEVMhLOKaxlHXh5GGen2MMXbWsvGjh/s1600/Mapa_Creta_Minoica.png



A EVOLUÇÃO POLÍTICA

Creta viveu, entre 2000 e 1200 a. C. , o processo de ascensão e queda de sua civilização. O período de apogeu foi marcado pela edificação das cidades de Cnossos, Faístos, Mânlia e Gúrnia, na ilha de Creta, assim como pela fundação das colônias de Micenas e Tirinto, na Grécia, e de Tróia (Ílion) na Ásia Menor. Nessa época, a frota cretense dominava toda a bacia oriental do Mediterrâneo e suas atividades comerciais se estendiam do sul da Itália até o mar Negro. Entre as realizações artísticas dessa fase de prosperidade destacou-se a construção do grande Palácio de Cnossos - o Labirinto -, célebre pela complexidade de sua estrutura e por sua grande rede de corredores. A decadência de Creta data de 1500 a. C., quando os aqueus, indo-europeus, que invadiram a Grécia, conquistaram as cidades de Micenas e Tirinto, assimilaram sua cultura e deram origem à civilização creto-micênica. Em 1400 a. C. , os aqueus conquistaram a ilha de Creta e, em 1200 a. C. , destruíram a cidade Tróia, na Ásia Menor. A Guerra de Tróia serviu de tema para a Ilíada, poema épico de Homero e obra-prima da literatura grega.


A CIVILIZAÇÃO CRETENSE

A civilização cretense possuía uma economia baseada no comércio marítimo, uma sociedade que não praticava a discriminação feminina e um regime político-teocrático. Os cretenses possuíam, ainda, três sistemas de escrita, grande talento e sensibilidade nas artes plásticas e uma religião essencialmente matriarcal e baseava-se na adoração de uma divindade feminina, a Deusa-Mãe, que dominava a terra, o céu e o mar.

A industria e o comércio marítimo foram as principais atividades econômicas de Creta. Na industria, desenvolveram-se os ramos da metalurgia, cerâmica, ourivesaria (fabricação de ouro) e fabricação de armas de luxo. O comércio era realizado com o Egito, Grécia, Ásia Menor, Chipre, Fenícia e Síria. As exportações (vendiam) eram de cerâmica, jóias, vinho e azeite; as importações (compravam) eram de ouro, prata, tecidos, marfim, estanho e cobre. Na sociedade cretense, as mulheres ocupavam posição social de destaque, não eram objeto de discriminação e desfrutavam de uma situação de igualdade em relação aos homens. Outro fato curioso foi o reduzido papel que a escravidão desempenhou nessa sociedade. Os cretenses apreciavam a música, a dança e os esportes. O regime político era a monarquia teocrática, que se caracterizava, como no Egito e na Mesopotâmia, pela vinculação entre o Estado e a religião.

A TALASSOCRACIA

A capital da talassocracia cretense ("governo do mar", "império marítimo") era a cidade de Cnossos. Minos, mais que um rei, parece ter sido um título equivalente a faraó. A talassocracia consistia no controle marítimo e comercial das ilhas do Mar Egeu. Os comerciantes das demais ilhas do Egeu e das regiões do Peloponeso, Ática e Ásia Menor deveriam pagar impostos para Creta por utilizarem o mar Egeu para o comércio.

Os cretenses desenvolveram três sistemas de escrita: pictográfico, linear A e B. Essas escritas facilitavam o comércio. Os cretenses também se destacavam por sua arquitetura (Palácio de Cnossos), na escultura, na confecção de preciosas miniaturas, e na pintura com seus afrescos e murais, que atingiu seu maior grau de expressão.


Linear B

Fontes: MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luís C. A. História Antiga e Medieval. Ed. Scipione
            FUNARI, Pedro P. Grécia e Roma. Ed. Contexto

EXERCÍCIOS

1- Quais foram as condições adversas que impossibilitaram a sobrevivência da população cretense através da agricultura?
2- Quais fatores levaram os cretenses a fundar colônias fora da ilha de Creta?
3- Explique o que foi a talassocracia cretense.
4- Faça uma relação entre a religião cretense e a igualdade e o papel de destaque que as mulheres exerciam.
5- Destaque as principais atividades econômicas e artísticas da civilização cretense.

Data de entrega: 27/08 Em folha de almaço ou digitado no sulfite A4. Será descontado nota caso o aluno entregue fora do prazo ou em outro tipo de folha.

domingo, 10 de novembro de 2013

WIENKE - 6º ANO - TRABALHO 2

A GRÉCIA ANTIGA - TRABALHO 2

1- Sobre o Período Homérico, explique:
a) A destruição de Creta pelos aqueus;
b) A ocupação territorial dos jônios e eólios;
c) A invasão dos dórios e a Primeira Diáspora Grega;
d) As consequências da Primeira Diáspora Grega;

2- Sobre os genos, explique:
a) As características econômicas;
b) O papel do pater;
c) A desintegração dos genos;

3- Sobre as pólis gregas, responda:
a) O que era a Acrópole, Areópago e Asty;
b) O que era o basileus;
c) O que é uma cidade-estado?

4- Sobre a organização espartana, explique:
a) Quais eram as instituições políticas espartanas e suas funções;
b) A educação de homens e mulheres nessa sociedade;
c) A estrutura socioeconômica: atividades econômicas e a pirâmide social espartana;

5- Sobre a organização ateniense, explique:
a) Quais eram as instituições políticas atenienses e suas funções;
b) As contribuições dos legisladores e dos tiranos no processo político que levou Atenas à democracia;
c) As classes sociais atenienses;
d) O desenvolvimento artístico e intelectual de Atenas;

Data de Entrega: 22/11/2013
Manuscrito (almaço) ou digitado (sulfite A4)

domingo, 20 de outubro de 2013

GRÉCIA ANTIGA - RESUMO - PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO E HOMÉRICO

Para estudar a história da civilização grega, utilizamos a seguinte periodização:

* Período Pré-Homérico: séculos XX - XII a. C.
* Período Homérico: séculos XII - VIII a. C.
* Período Arcaico: séculos VIII - VI a. C.
* Período Clássico: séculos V - IV a. C.
* Período Helenístico: séculos IV - II a. C.

LOCALIZAÇÃO

A Grécia localizava-se ao sul da Península Balcânica, na bacia oriental do Mar Mediterrâneo, banhada pelos mares Jônico e Egeu. Seu território era dividido em três partes: a Grécia Continental (norte), a Grécia Peninsular (região do Peloponeso) e a Grécia Insular (formada pelas ilhas espalhadas pelo Mar Egeu).

A Grécia possui um relevo acidentado e muitas cadeias montanhosas. A geografia da região foi responsável pelo isolamento das cidades e a fragmentação política devido às dificuldades de comunicação interna.

Mapa físico da Grécia

 A região da Grécia foi povoada por diferentes povos indo-europeus: aqueus, jônios, eólios e dórios. Os primeiros habitantes, os jônios (povos guerreiros), dominaram a região da Ásia Menor e submeteram os antigos habitantes à servidão. Formaram uma sociedade militar, porém também assimilaram muita da cultura dos antigos habitantes. Construíram cidades fortificadas, não eram letrados e não deram continuidade ao comércio que existia nos arredores do Mediterrâneo. Por vola de 1580 a. C. os jônios foram expulsos de parte de suas terras pelos gregos aqueus e eólios, encontrando refúgio na Ática.

PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO

Esse período ficou assim conhecido, pela falta de registros escritos, apesar das escritas cretenses, há poucas informações à respeito dessa época.

Creta viveu, entre 2000 e 1200 a. C. , o processo de ascensão e queda de sua civilização. O período de apogeu foi marcado pela edificação das cidades de Cnossos, Faístos, Mânlia e Gúrnia, na ilha de Creta, assim como pela fundação das colônias de Micenas e Tirinto, na Grécia, e de Tróia (Ílion) na Ásia Menor. Nessa época, a frota cretense dominava toda a bacia oriental do Mediterrâneo e suas atividades comerciais se estendiam do sul da Itália até o mar Negro. Entre as realizações artísticas dessa fase de prosperidade destacou-se a construção do grande Palácio de Cnossos - o Labirinto -, célebre pela complexidade de sua estrutura e por sua grande rede de corredores.

A capital da talassocracia cretense ("governo do mar", "império marítimo") era a cidade de Cnossos. Minos, mais que um rei, parece ter sido um título equivalente a faraó. A talassocracia consistia no controle marítimo e comercial das ilhas do Mar Egeu. Os comerciantes das demais ilhas do Egeu e das regiões do Peloponeso, Ática e Ásia Menor deveriam pagar impostos para Creta por utilizarem o mar Egeu para o comércio.
Os cretenses desenvolveram três sistemas de escrita: pictográfico, linear A e B. Essas escritas facilitavam o comércio. Os cretenses também se destacavam por sua arquitetura (Palácio de Cnossos), na escultura, na confecção de preciosas miniaturas, e na pintura com seus afrescos e murais, que atingiu seu maior grau de expressão.
A decadência de Creta data de 1500 a. C., quando os aqueus, indo-europeus, que invadiram a Grécia, conquistaram as cidades de Micenas e Tirinto, assimilaram sua cultura e deram origem à civilização creto-micênica.
Os aqueus ou micênicos (também eram guerreiros) originários dos Bálcãs, se instalaram na Grécia Continental e aprenderam muito e foram muito influenciados pela cultura cretense. Os aqueus conquistaram Creta em 1400 a. C. aproximadamente. A vitória sobre os cretenses foi fácil e total pois os cretenses estavam pouco exercitados na arte da guerra. Os reis aqueus enriqueceram com os saques. No entanto, a influência da civilização cretense permaneceu no desenvolvimento da escrita.

PERÍODO HOMÉRICO

O estudo desse período baseia-se na interpretação de duas obras - a Ilíada e a Odisséia - atribuídas a Homero. Daí o período chamar-se Homérico. São os únicos registros escritos (embora tenham sido produzidos bem depois dessa época) que se tem sobre a civilização grega, dos quais são descritos diversos aspectos dessa civilização.

Em linhas gerais, a Ilíada narra a tomada de Tróia pelos gregos (aqueus). O poema descreve o décimo ano do conflito até a derrota final dos troianos e a destruição da cidade. Após o incidente do "cavalo de Tróia", os aqueus saquearam e destruíram Tróia e regressaram à Grécia aproximadamente em 1.400 a. C. A Odisséia descreve o retorno conturbado do guerreiro Ulisses (ou Odisseu) ao seu reino de Ítaca.

Apesar de atribuídas a um mesmo autor - Homero -, a Ilíada e a Odisséia são muito diferentes no vocabulário, no estilo e nos acontecimentos. Também é preciso levar em conta as diversas interpretações feitas pelos aedos, que transmitiam os poemas oralmente.
Para serem memorizados, esses poemas eram cantados, até que no século V a. C. houve o registro desses poemas.

Após destruir Tróia, a civilização micênica (como eram chamados os gregos) expandia-se em direção à Ásia. Neste momento começou uma nova invasão na Grécia. Chegaram os dórios, último grupo de povos arianos a penetrar em território grego. Mais aguerridos, ainda nômades, conhecedores de armas de ferro, os dórios arrasaram as cidades gregas. Micenas ficou em ruínas.

A população fugiu e se espalhou. Muitos se retiraram para lugares afastados, protegidos dos dórios, no interior do território. Outros fugiram para o exterior: numerosas colônias fundadas por gregos surgiram assim nas costas da Ásia Menor e em outros lugares do Mar Mediterrâneo. Esse processo de dispersão recebeu o nome de Diáspora e esta foi a primeira Diáspora Grega.

Com a chegada dos dórios, começou um novo período na história da Grécia. A vida urbana desapareceu. A população regrediu para uma vida mais primitiva, voltando a se organizar em pequenas comunidades, cuja célula básica era a grande família ou genos.


Fontes: MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luís C. A. História Antiga e Medieval. Ed. Scipione
            FUNARI, Pedro P. Grécia e Roma. Ed. Contexto
            ARRUDA, José Jobson de A. História Antiga e Medieval. Editora Ática