Dando continuidade aos estudos, iniciaremos os estudos sobre Liberalismo econômico e a Independência dos Estados Unidos.
A atividade dessa semana consiste na leitura das páginas 48 a 54 e a realização dos exercícios da página 55.
Também posto aqui a vídeo-aula do canal Projeto X sobre o Iluminismo:
Lembrando que no Google Classroom vocês encontram as aulas que eu gravei sobre os assuntos da Unidade I do livro de História (Revoluções Inglesas e Revolução Industrial).
Lembrando também que toda quinta-feira tem aula online de História a partir das 16:00. Posto o link aqui no blog e também no Google Classroom.
Enviem os exercícios para meu e-mail: dennys@prof.educacao.sp.gov.br
Dando continuidade aos estudos, iniciaremos a unidade II do livro (Iluminismo, Independência dos Estados Unidos e Revolução Francesa).
A atividade dessa semana consiste na leitura das páginas 42 a 46 e a realização dos exercícios da página 47.
Também posto aqui a vídeo-aula do canal Projeto X sobre o Iluminismo:
Lembrando que no Google Classroom vocês encontram as aulas que eu gravei sobre os assuntos da Unidade I do livro de História (Revoluções Inglesas e Revolução Industrial).
Na próxima quinta-feira dia 10/09 terá aula online de História a partir das 16:00. Postarei o link aqui no blog e também no Google Classroom.
Enviem os exercícios para meu e-mail: dennys@prof.educacao.sp.gov.br
A atividade de hoje é o capítulo 3 - Os impactos da Revolução Industrial.
Hoje vocês irão realizar a leitura das páginas 34, 35, 36 e 37 e realizar os exercícios das páginas 38, 39 e 41.
Essa capítulo aborda o intenso intercâmbio comercial e cultural provocado pela Revolução Industrial, mostrando como as inovações tecnológicas nos transportes e nas comunicações encurtaram as distâncias entre pessoas, mercados e nações. Há ainda uma análise diacrônica (através do tempo) trazendo uma reflexão sobre nosso presente marcado pela globalização.
A atividade de hoje é continuidade do capítulo 2 - A Revolução Industrial e as mudanças na sociedade.
Hoje vocês irão realizar a leitura das páginas 30, 31 e 32 e realizar os exercícios da página 32 e o exercício 4 da página 33.
Essa parte do capítulo aborda a forma como os trabalhadores começaram a se organizar contra a exploração nas indústrias, através do ludismo, o surgimento dos sindicatos (trade unions) e o movimento cartista pressionando o Parlamento britânico a aprovar leis que defendessem os trabalhadores.
Enviem os exercícios para o email: dennys@prof.educacao.sp.gov.br Abraço!
Nova atividade sobre o capítulo 2 do livro de História.
Vocês devem ler as páginas 21 até 29, realizar os exercícios da página 29 e os exercícios 1, 2 e 3 da página 33.
Para quem ainda não está no Google Classroom, segue o código da turma:
Utilizaremos o livro de História que foi distribuído para todos os alunos e nele seguiremos uma linha, respeitando o Currículo Paulista.
Abordamos Teoria da História no início do ano letivo e agora iniciaremos a crise do Absolutismo Monárquico e do Antigo Regime, começando pelas Revoluções Inglesas do século XVII.
Podemos nos comunicar nos comentários, aceito sugestões de vocês, sempre se identifiquem nos comentários (mesmo com perfil anônimo, diga seu nome e série).
Vídeo-aula sobre as Revoluções Inglesas do século XVII e como o Absolutismo monárquico marcou a Inglaterra.
O livro de História (Projeto Araribá) começa com as Revoluções Inglesas do século XVII, com a crise da Dinastia Stuart, a República Puritana de Oliver Cromwell e a Revolução Gloriosa que instaurou a Monarquia Parlamentarista Constitucional na Inglaterra.
Os objetivos para esse início são:
* Identificar as particularidades político-sociais da Inglaterra do século XVII e analisar os desdobramentos posteriores à Revolução Gloriosa.
Caso vocês tiverem dificuldades de compreender o surgimento da Dinastia Tudor, é importante revisar a Guerra das Duas Rosas (1455-1485) e a Reforma Protestante na Inglaterra, onde o rei Henrique VIII rompeu com a Igreja Católica e fundou a Igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra).
Vídeo sobre a Guerra das Duas Rosas do Canal Parabólica.
Vídeo sobre a Guerra das Duas Rosas do Canal Nerdologia.
Vídeo sobre as Reformas Protestantes do canal Parabólica.
Na imagem de abertura do Capítulo 1 do livro, temos a primeira-ministra Thereza May cumprimentando a Rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham . Na ocasião, em 2016, a Inglaterra era governada pela primeira-ministra Thereza May. Hoje, Boris Johnson é o atual primeiro-ministro inglês.
Responda nos comentários os dois exercícios da página 17 e responda também o que você sabe sobre a família real britânica, citando fatos e podendo até postar links sobre fatos recentes envolvendo a rainha e os príncipes.
Durante o período em que esteve submetido à dominação
espanhola, Portugal – que dependia em grande medida do comércio colonial –
acabou perdendo parte de suas colônias para holandeses, franceses e ingleses.
Isso, somado a todas as guerras que teve que enfrentar contra espanhóis e
holandeses e à queda dos preços do açúcar no mercado internacional, conduziu o
país a uma grave crise econômica.
Procurando solucionar essa crise, o governo português
recorreu à Inglaterra e assinou diversos tratados, a fim de dinamizar de
imediato a economia do país, principalmente por meio de empréstimos. Além
disso, adotou uma política rigorosa em relação ao Brasil, uma das poucas
colônias que ainda lhe restavam.
Tratados
econômicos entre Portugal e Espanha
Pelos tratados assinados com o governo da Inglaterra, os
soberanos de Portugal receberiam proteção político-militar, e os comerciantes
portugueses poderiam comprar produtos manufaturados daquele país em troca de
vantagens comerciais concedidas aos ingleses.
Entre esses tratados, destaca-se o de Metheun, de 1703
(também conhecido como Tratado dos Panos e Vinhos), pelo qual o rei de Portugal
se comprometia a admitir em seu reino os tecidos de lã fabricados na
Inglaterra, que, em troca, compraria os vinhos portugueses.
Na época, a assinatura desse tratado satisfez aos interesses
de grupos econômicos de ambos os lados, mas suas consequências foram
desastrosas para Portugal: contribuiu para a estagnação da produção
manufatureira portuguesa e levou à canalização de parte do ouro do Brasil para
a Inglaterra.
Concorrência
do açúcar antilhano
Mergulhado na crise econômica, o governo português procurou
explorar ao máximo as riquezas do Brasil, com destaque para o açúcar. Mas um
fato novo veio atrapalhar os planos portugueses.
Expulsos do Brasil, os holandeses levaram mudas de
cana-de-açúcar para as Antilhas e passaram a produzir, eles próprios, o açúcar,
acabando com o monopólio brasileiro de sua produção.
Essa concorrência antilhana provocou queda de 50% nos preços
do açúcar brasileiro, nos mercados internacionais, entre 1650 e 1700. A empresa
açucareira nordestina entrou, então, em declínio, passando por um período de
readaptação, em busca de aprimoramentos técnicos tanto no sistema de produção
como de mão de obra. Apesar dos esforços, foi somente no final do século XVIII
que o açúcar brasileiro recuperou parte da importância que tivera antes no
comércio mundial do produto.
Guerra
dos Mascates (1710)
Devido à queda do preço do açúcar no mercado europeu,
causada pela concorrência do açúcar antilhano, os ricos senhores de engenho de
Olinda, principal cidade de Pernambuco na época, viram-se em dificuldades
financeiras. Começaram então, a pedir empréstimos aos comerciantes do povoado
do Recife, que cobravam juros bastante elevados.
Isso fez com que os senhores de engenho (em geral,
luso-brasileiros) ficassem cada vez mais endividados, enquanto os comerciantes
de Recife (em geral, portugueses) enriqueciam. Por isso, surgiram hostilidades
entre eles.
Os comerciantes portugueses, inclusive os mais importantes
atacadistas, eram conhecidos como mascates, expressão de cunho pejorativo,
aplicada pela aristocracia olindense.
Convencido de sua relevância social, esse grupo pediu ao rei
de Portugal, D. João V, que seu povoado fosse elevado à categoria de vila.
Queriam, dessa forma, ver Recife independente de Olinda e, assim, não ter de
pagar impostos ou submeter-se às suas ordens. D. João V atendeu ao pedido dos
comerciantes.
Não aceitando a decisão do rei, os senhores de engenho
organizaram uma rebelião. Liderados pelo proprietário de engenho Bernardo
Vieira de Melo, invadiram Recife. Sem condições de resistir, os comerciantes
mais ricos fugiram para não ser capturados. Esse confronto ficou conhecido como
Guerra dos Mascates.
Em 1711, o governo português interveio na região, reprimindo
duramente os revoltosos. Bernardo Vieira de Melo e outros líderes foram presos
e condenados ao exílio. Os mascates reassumiram suas posições.
EXERCÍCIOS
1-Quais
foram as causas da crise econômica portuguesa ao final da União Ibérica? 2-Cite as
soluções encontradas por Portugal para sair da crise.
3-Que
consequências essa crise trouxe para o Brasil?
4-Por que
o Tratado de Methuen (1703), assinado por Portugal e Inglaterra, acabou
prejudicando a economia portuguesa? 5-Que
relação se pode estabelecer entre a concorrência do açúcar antilhano e a Guerra
dos Mascates?
Texto
extraído do livro História Global – Brasil e Geral volume 2. Páginas 59-60.
COTRIM, Gilberto
História Global: Brasil e Geral : volume 2
/ Gilberto Cotrim – 1. Ed.
São Paulo : Saraiva, 2010
Manuscrito na folha de almaço. Data de entrega: 24/09
Assista as vídeo aulas sobre o Renascimento Cultural:
Compare pinturas medievais e pinturas renascentistas:
Essas 2 primeiras pinturas foram produzidas antes do Renascimento Cultural, importante observar a técnica e o tema das pinturas.
As pinturas a seguir, são do período renascentista.
Sandro Botticelli - Vênus e Marte
Rafael Sanzio - A Escola de Atenas
Sandro Botticelli - Primavera
Jan Van Eyck - A Virgem do Chanceler Rolin
Jan Van Eyck - Retrato de Margareta van Eyck
Jan Van Eyck - O Casal Arnolfini
Sandro Botticelli - O Nascimento de Vênus
Albrecht Durer - Auto Retrato
Michelangelo - Davi
Leonardo da Vinci - Mona Lisa (Gioconda)
O espírito do Renascimento
Francesco Petrarca nasceu em 1304, na
cidade de Arezzo, na península Itálica, e foi um dos principais precursores do
Renascimento. Admirador da cultura greco-romana, alimentava críticas profundas
ao pensamento religioso, predominante em sua época. Foi o primeiro a denominar
a Idade Média um período de trevas, envolto pelos dogmas da Igreja Católica. A
seguir, transcrevemos o fragmento de uma carta escrita por Petrarca.
“Pedis-me...
que vos empreste, se, como pensais, o comprei, o livro de Homero que estava à
venda em Pádua, pois que, dizeis, eu tenho de há muito um outro exemplar, a fim
de que o nosso amigo Leão o traduza do grego ao latim para vós e outros nossos
compatriotas estudiosos. Vi esse livro, mas não o comprei porque me pareceu
inferior ao meu. Poder-se-ia facilmente obtê-lo por intermédio da pessoa que me
proporcionou a amizade de Leão... De fato, sempre fui apaixonado por essa
tradução em particular e pela literatura grega em geral, e, se a sorte, invejando
os meus primeiros passos, me não tivesse arrebatado, pela morte, o meu
excelente mestre, talvez eu fosse hoje alguma coisa mais que um grego que ficou
no alfabeto”.
Leonardo Da Vinci
"Já fiz planos de pontes muito
leves (...). Conheço os meios de destruir seja que castelo for (...). Sei
construir bombardas fáceis de deslocar, carros cobertos, inatacáveis e seguros,
armados com canhões. Estou (...) em condições de competir com qualquer
outro arquiteto, tanto para construir edifícios públicos ou privados como para
conduzir água de um lugar para outro. E, em trabalhos de pintura ou na lavra do
mármore, do metal ou da argila, farei obras que seguramente suportarão o
confronto com as de qualquer outro, seja ele quem for."
[Leonardo da Vinci (retirado de Jean Delumeau,
A CIVILIZAÇÃO DO RENASCIMENTO, Lisboa, Editorial Estampa, 1984, vol. 1, p.
154)]
O
texto lido é parte da carta com que Leonardo da Vinci, em 1482, pedia
emprego na corte de Ludovico, o Mouro.
Elogio da Loucura (Erasmo de Roterdã)
Uma das sátiras mais brilhantes
da história da literatura foi escrito por Desidério Erasmo, humanista holandês,
no curto espaço de sete dias, quando de uma visita a seu amigo Sir Thomas More,
na Inglaterra. O próprio título latino da obra é um trocadilho com o nome de
More (Moriae). Erasmo, O Voltaire do século XVI, dominou o ambiente intelectual
de sua época; de toda sua volumosa obra, porém, apenas o Elogio da Loucura
escapou à obscuridade e ao esquecimento. Um notável historiador americano,
Preserved Smith, caracterizou o livro como um inteligente sermão, uma sátira
honesta, uma brincadeira com um objetivo ético.
Erasmo já demonstra tom satírico ao explicar o motivo que o levou a
escrever o livro:
"Já que a raça humana insiste em ser
completamente louca - já que todas as pessoas, do Papa ao mais humilde pároco
da aldeia - do mais rico dos homens ao mais miserável dos mendigos - da honrada
dama em suas sedas e cetins à mulher vulgar em seu vestido de chita - já que
todos se decidiram firmemente a não usar o cérebro que Deus lhes deu, mas
insistem em se deixar guiar inteiramente pela ambição, vaidade, ignorância,
porque, em nome de uma divindade racional, deveriam as poucas pessoas realmente
inteligentes perder seu tempo e esforço, tentando mudar o gênero humano,
transformando-o em algo que ele jamais desejou ser? Deixemo-lo viver feliz em
suas loucuras. Não o privemos daquilo que, lhe dá maior prazer - seu infinito
poder de se tornar ridículo."
No Elogio da Loucura, Erasmo argumenta que são os desejos tolos e irracionais
que fazem girar o mundo. O livro todo é escrito em forma de discurso ou
declamação, posta em boca da Loucura, a uma audiência imaginária composta de
homens de todas as classes e condições. Usando uma beca, mas com um barrete de
bobo na cabeça, a Loucura sobe ao púlpito, seguida por seus ajudantes: o
Amor-Próprio, o Esquecimento, a Preguiça, o Prazer, a Sensualidade, o Sono
Profundo, a Intemperança e a Demência. A Loucura nos conta que é filha de
Plutão e de uma encantadora criatura chamada Juventude, e fora criada por duas
ninfas sedutoras: Embriaguez, filha de Baco, e Ignorância, filha de Pã. Na
violenta sátira que se segue, Erasmo, falando através da loucura, ridiculariza
praticamente todas as instituições, costumes, homens e crenças de seu tempo,
inclusive o casamento, a guerra, o nacionalismo, os advogados, cientistas,
acadêmicos, teólogos, soberanos e papas.
“Aconselho-te,
meu filho, a que empregues a tua juventude em tirar bom proveito dos estudos e
das virtudes. (...) quero que aprendas as línguas perfeitamente: primeiro a
grega (...), em segundo lugar a latina, e depois a hebraica para as santas
letras (...), e igualmente a caldaica e arábica (...); que não exista história
que não tenhas presente na memória (...). Das artes liberais (...) dei-te algum
gosto, quando ainda eras pequeno, na idade de cinco a seis anos; continua o
resto (...). Do direito civil quero que saibas de cor os belos textos e que
(...) compares com filosofia.
Quanto ao conhecimento das coisas da natureza, quero que a isso te entregues
curiosamente, que não haja mar, rio nem fonte que tu não conheças os peixes;
todas as aves do ar, todas as árvores e arbustos frutíferos das florestas,
todas as ervas da terra, todos os metais escondidos no ventre dos abismos, as pedrarias
de todo o Oriente (...), que nada disso te seja desconhecido.
Depois, cuidadosamente, revisita os livros dos médicos gregos, árabes e
latinos, sem desprezar os talmudistas e cabalistas, e por frequentes anatomias
(...) adquire perfeito conhecimento do (...) homem.” (RABELAIS, François. Gargantua e Pantagruel.
1532.)
EXERCÍCIOS
Nos
trechos, estão alguns dos elementos principais que caracterizam o Renascimento
como movimento cultural.
a) Identifique três desses elementos.
b) Como se dava o patrocínio dos artistas
e técnicos do Renascimento?
c)
Considerando as aulas, as imagens e os textos acima, disserte sobre as principais características do
Renascimento Cultural nos campos da literatura, ciência e pinturas; analisando
as mudanças na mentalidade medieval, da “Cristandade do medo” à mentalidade
antropocêntrica. (mínimo de 10 linhas).
Entregar
dia 16/06 (terça-feira) sem falta. Manuscrito na folha de almaço. Individual
Ao consolidar a centralização política, os governos
dos Estados nacionais da Europa Ocidental desenvolveram um conjunto de práticas
econômicas conhecido como mercantilismo.
Boa parte dessas práticas se referia às formas de acumulação de riquezas e de
produção e circulação de mercadorias, envolvendo a intervenção do Estado.
Para o desenvolvimento das práticas mercantilistas,
foram essenciais a expansão comercial e a dominação de colônias, pois
representavam novos mercados e novas regiões produtoras de matérias-primas e
compradoras de manufaturados. Que relações se estabeleceram entre os envolvidos
nesse processo? Todos se beneficiaram igualmente?
Mercantilismo:
A política econômica do Estado moderno
Os governos dos Estados modernos desenvolveram uma
série de ações econômicas que receberam a denominação genérica de mercantilismo.
Assim, o termo mercantilismo é aplicado às ideias e
práticas econômicas que vigoraram na Europa de meados do século XV a meados do
século XVIII. Essas práticas variavam de país para país, mas tinham em comum o
objetivo de fortalecer o Estado e a burguesia na fase de transição do
feudalismo para o capitalismo – período das acumulações primitivas de capital nos Estados modernos.
Práticas
mercantilistas
Algumas ideias e práticas – o metalismo, a balança
comercial favorável, o protecionismo e a intervenção estatal – caracterizavam o
mercantilismo, sempre com a intenção de fortalecer o papel do Estado na
economia e aumentar suas chances de competir com outros países.
Metalismo
A riqueza de um Estado era mensurada pela quantidade
de metais preciosos (ouro e prata) que ele possuía dentro de suas fronteiras.
Aumentar a quantidade de metais preciosos era, portanto, um dos objetivos
fundamentais do mercantilismo.
Balança
comercial favorável
Um dos meios utilizados pelo Estado para acumular
metais era procurar manter uma balança comercial favorável. As exportações
deveriam superar as importações, promovendo o enriquecimento do Estado.
Protecionismo
Para que a balança comercial fosse favorável, o Estado
deveria incentivar a produção de artigos (principalmente manufaturados) que
pudessem concorrer vantajosamente no exterior, evitar a saída de
matérias-primas e dificultar a importação de produtos concorrentes, protegendo,
assim, seu mercado interno e o de suas colônias.
Intervenção
estatal
O intervencionismo do Estado era significativo nesse
período. Verificava-se essa intervenção na fixação de tarifas alfandegarias, no
estímulo às empresas manufatureiras e ao industrialismo, no controle sobre
preços e sobre a quantidade de mercadorias comercializadas, entre outras
medidas.
Sistema
colonial: Conquistadores definem o esquema de exploração
As políticas mercantilistas estiveram vinculadas à exploração colonial, que marcou a conquista
e a colonização de toda a América Latina, além de regiões da Ásia e da África.
O sistema colonial desenvolveu-se como um
desdobramento da política econômica do mercantilismo, que buscava o
enriquecimento do Estado por meio das atividades comerciais. Com a exploração
colonial, algumas nações europeias conseguiram realizar esse objetivo.
Seguindo os princípios mercantilistas, diversos
Estados europeus, como vimos, passaram a acumular metais preciosos e a proteger
seus produtos para obter uma balança de comércio favorável. Como decorrência,
houve um choque de interesses econômicos entre os países mercantilistas, que
passaram a disputar entre si mercados para vender seus produtos.
Esses Estados perceberam que a solução ideal seria
cada um dominar áreas determinadas –
as colônias – onde pudessem obter
vantagens econômicas exclusivas. Nelas, poderiam controlar o comércio, impondo
preços e produtos, e alcançar o máximo de lucros possível.
O sistema colonial mercantilista consistia na relação
entre metrópole e colônia, na qual:
·Metrópole
era o país dominador da colônia;
·Colônia
de exploração era a região dominada pela metrópole;
·Pacto
colonial era o domínio político-econômico da metrópole sobre a
colônia;
·A
regra básica do pacto colonial era a restrição da produção
da colônia estritamente ao que a metrópole não tinha condições de produzir. Ou
seja, a colônia não podia concorrer com a metrópole. Sua função era servir ao
enriquecimento da metrópole.
Características
básicas
O colonialismo, como sistema de dominação, instituiu a
produção complementar e o monopólio comercial na relação entre colônia e
metrópole.
A economia da colônia era organizada em função da
metrópole: a colônia deveria complementar a produção ou satisfazer os
interesses da metrópole, sem desenvolver uma produção voltada para seus
interesses internos. Assim, o sistema colonial mercantilista transformava a
colônia num território exclusivo da metrópole, destinado à exploração.
O monopólio comercial foi o instrumento essencial para
que a metrópole controlasse a vida econômica da colônia. Com o direito
exclusivo de realizar comércio com a terra colonizada, a metrópole comprava os
produtos da colônia pelo mais baixo preço e lhe vendia mercadorias pelo mais
alto preço.
Colônias
de exploração e de povoamento
A colonização da América, iniciada no século XVI, não
foi igual em todas as partes do continente.
Nas regiões de clima quente, as metrópoles europeias
estabeleceram um rígido sistema de exploração colonial. Podiam obter das
colônias produtos tropicais (cana-de-açúcar, algodão, tabaco) para vende-los a
preços elevados na Europa, onde eram escassos, garantindo grandes lucros.
As regiões de clima semelhante ao europeu não
despertaram o mesmo interesse dos Estados mercantilistas, pois não ofereciam retorno
comercial imediato. Nessas áreas, desenvolveu-se um tipo de colonização mais
voltado ao povoamento.
Assim, na colonização do continente americano,
estabeleceram-se dois tipos básicos de colônias:
·De exploração – tipicamente enquadradas na
estrutura do sistema colonial mercantilista. Exemplo: Brasil e várias regiões
da América Latina, colonizadas por Espanha e Portugal;
·De povoamento – não se enquadravam no
sistema colonial mercantilista. Exemplo: norte e centro dos Estados Unidos,
colonizados por imigrantes ingleses.
Texto retirado de: Cotrim, Gilberto. História Global –
Brasil e Geral – Volume Único – 8. Ed. São Paulo : Saraiva, 2005.Pags. 186,187,188.
EXERCÍCIOS
1.De que forma o sistema colonial
permitia o enriquecimento das metrópoles?
2.Aponte as diferenças entre as
colônias de povoamento e as de exploração.
3.O que é o mercantilismo?
4.O que é a prática metalista?
5.O que é a balança comercial
favorável?
6.Como os Estados mercantilistas
praticavam o protecionismo?
7.O que é intervenção estatal?
8.Como era a relação entre metrópole e
colônia no sistema colonial mercantilista?
9.O que é monopólio comercial?
10.Devido
ao choque de interesses, qual medida foi adotada pelos Estados mercantilistas
europeus?
Para 17/06 em almaço (manuscrito) ou no
papel A4 (digitado). Somente as perguntas e respostas.
Em Avignon, na França, vivia Guy de
Chauliac, o mais famoso cirurgião dessa época, médico do Papa Clemente VI.
Chauliac sobreviveu à peste e deixou o seguinte relato:
"A grande mortandade teve início em Avignon em
janeiro de 1348. A epidemia se apresentou de duas maneiras. Nos primeiros dois
meses manifestava-se com febre e expectoração sanguinolenta e os doentes
morriam em 3 dias; decorrido esse tempo manifestou-se com febre contínua e
inchação nas axilas e nas virilhas e os doentes morriam em 5 dias. Era tão
contagiosa que se propagava rapidamente de uma pessoa a outra; o pai não ia ver
seu filho nem o filho a seu pai; a caridade desaparecera por completo".
E continua: "Não se sabia qual a causa desta grande
mortandade. Em alguns lugares pensava-se que os judeus haviam envenenado o
mundo e por isso os mataram".
Outro relato sobre a Peste Negra:
"Em breve os homens se
odiavam tanto que se um filho fosse atacado pela doença seu pai não cuidaria
dele. Se, apesar de tudo, ele ousasse se aproximar também se contaminaria e
estaria marcado para morrer em três dias. E isso não era tudo, todos aqueles
habitando a mesma casa que ele o seguiriam à morte. Conforme o número de mortes
crescia em Messina muitos desejavam confessar seus pecados aos padres e
expressar seus últimos desejos colocando-os em seus testamentos. Mas
eclesiásticos, advogados se recusavam a entrar nas casas dos doentes. Mas se
algum deles colocasse um pé dentro da casa do doente ele era imediatamente
abandonado para a morte súbita. Freiras, Dominicanos e membros de outras ordens
que ouviam as confissões dos moribundos eram logo subjugados pela morte tão
rapidamente que alguns nem chegavam a abandonar o quarto do doente. Logo os
corpos estavam largados pelas casas. Nenhum eclesiástico, nenhum filho, nenhum
pai e nenhum parente ousava entrar, mas pagavam serventes altas taxas para
enterrar os mortos. Mas as casas dos mortos permaneciam abertas, com todos os
seus pertences, joias e ouro e todo aquele que decidisse entrar para
reclamá-las o fazia sem encontrar obstáculos, pois a praga atacava com tanta
veemência que em pouco tempo havia uma falta de serventes e finalmente não
havia nenhum”.
Elabore um texto analisando o contexto histórico, as condições de
saneamento básico e os aspectos sociais e culturais da Europa do século XIV. Seu texto deve conter informações sobre os flagelantes. Mínimo de 15 linhas. Manuscrito na folha de almaço. Data de entrega: 08/04. Individual.
Vocabulário
Subjugados Que foi dominado;
que sofreu algum tipo de subjugação;
Que foi obrigado a fazer (alguma coisa); dominado.
Que foi alvo de conquista; conquistado.
Que foi
morto.
Mortandade Grande massacre de
pessoas e/ou animais; matança.
Número expressivo de mortes: mortandade de espécies raras.
Quantidade de pessoas que morrem numa determinada época; mortalidade.
Expectoração Ação ou efeito de
expectorar.
Eliminação, através da tosse, das secreções produzidas nos brônquios ou nos
pulmões.
Aquilo que é eliminado; escarro.
Sanguinolenta Que apresenta ou
contém excesso de sangue; sangrento.
Que se tingiu de sangue; que está misturado com sangue.
Que sente contentamento ao ver derramamento de sangue; sanguinário.