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sábado, 13 de junho de 2020

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - ROTEIRO DE ESTUDOS - PARTE 1


ROTEIRO DE ESTUDOS  – Segunda Guerra Mundial

Este é um resumo sobre a Segunda Guerra Mundial, então vamos criar um método de estudos, dividindo a guerra em 3 etapas, em 3 fronts (frentes de batalha) principais e falando a respeito dos não-combatentes, onde incluímos a população civil.

Esta é a primeira parte, em breve postarei a segunda.

Para compreender esse contexto histórico do maior conflito bélico da humanidade, precisamos realizar uma análise diacrônica, ou seja, analisar aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais, neste caso, cronologicamente e relacioná-los com o contexto histórico do final da Primeira Guerra Mundial e das décadas de 1920 e 1930. 

Sobre as décadas de 1920 e 1930, vale lembrar que:

Ø  Da tentativa dos países da Tríplice Entente que, após uma vitória dolorosa na Primeira Guerra Mundial, enviaram seus soldados para lutarem ao lado do Exército Branco na Guerra Civil na Rússia, após essa passar por uma revolução socialista. Após 4 anos de conflito que resultaram em 10 milhões de mortes, as democracias liberais capitalistas fracassaram na tentativa de frear o socialismo na Rússia. O Exército Vermelho, vitorioso, consolidou a revolução bolchevique.


Ø  A década de 1920 marca também a crise das democracias liberais, que tiveram uma sobrevida durante a primeira metade da década, com empréstimos e investimentos americanos, se reestruturando e reconstruindo seus parques industriais devastados pela Primeira Guerra Mundial.

Ø  Os Estados Unidos se tornaram a maior potência mundial, sendo responsáveis por cerca de 50% das exportações mundiais, criando mercados consumidores dependentes de suas exportações e importações.

Ø  A crise de 1929 devastou os Estados Unidos, levando bancos, indústrias e fazendeiros à falência e causando o desemprego em massa. Essa crise assolou o mundo capitalista e atingiu devedores e fornecedores de matéria-prima.

Ø  O colapso das democracias liberais promoveu a ascensão de modelos econômicos distintos: por um lado a esquerda europeia ganhou força com comunistas, socialistas, anarquistas e socialdemocratas (reformistas) e por outro lado, latifundiários, industriais, banqueiros e demais setores conservadores e reacionários financiaram a atuação de grupos fascistas.

Ø  O liberalismo keynesianista, com intervenções estatais, foi responsável por tirar os Estados Unidos da crise de superprodução e subconsumo que atingiu o país entre o final da década de 1920 e início de 1930.

Ø  A República de Weimar embora nunca tenha sido uma unanimidade na Alemanha, teve uma relativa tranquilidade na década de 1920, antes da crise de 1929, o que explica o fracasso da tentativa de golpe (Putsch da Cervejaria) do recém-criado Partido Nazista em 1925.

Ø  O nazi-fascismo, anticomunista, antiliberal, antidemocrático, militarista e nacionalista, representou uma alternativa ao avanço do socialismo da União Soviética, que se expandia no Leste Europeu em direção ao Oeste Europeu. Dentro da política do apaziguamento, os ministros Chamberlain e Daladier (Inglaterra e França, respectivamente) esperavam que o nazi-fascismo fosse capaz de eliminar a ameaça socialista. Hitler e Mussolini se aproveitaram dessa expectativa para iniciarem uma corrida bélica e uma expansão territorial.

Ø  Na Espanha, a Falange liderada por Francisco Franco iniciou uma guerra civil em 1936 contra a ampla coligação republicana (composta por comunistas, socialistas, anarquistas e socialdemocratas). Após 3 anos de conflitos, a República caiu e a Espanha se tornou um país fascista. Franco teve apoio bélico e militar de Mussolini e Hitler, enquanto as tropas republicanas receberam apoio bélico da União Soviética e da legião de voluntários (Brigadas Internacionais).



Ø  Mussolini invadiu a Etiópia em 1935 após incidentes que não foram resolvidos pela Liga das Nações. A Itália expandia suas colônias na África Ocidental.

Ø  Hitler reocupou a Renânia em 1936 e anexou a Áustria através de uma invasão seguida de um plebiscito (Anschluss) em 1938. Hitler também anexou a região dos Sudetos na Tchecoslováquia pela Conferência de Munique em 1938 e mais tarde invadiu o restante da Tchecoslováquia dominando a capital Praga.



Ø  Outro membro do Pacto Tripartite (Pacto Roma-Berlim-quio) e que havia, desde 1936 firmado o Pacto Anticominterm com a Alemanha para tomar medidas contra o avanço da Internacional Socialista, O Império do Japão invadiu a China e estabeleceu um Estado fantoche na Manchúria em 1931. Até o final da década de 1930, o Japão controlava a Manchúria, a Coréia, uma parte da Mongólia e em breve anexaria a região da Malásia, Indonésia e Filipinas.
                                                                                                                

Dennys Stefanini

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NAZIFASCISMO - 9º B CNE

Introdução: Entre as décadas de 1920 e 1940, surgiu e desenvolveu-se, em alguns países da Europa, o fascismo. Era um sistema político, econômico e social que ganhou força após a Primeira Guerra Mundial, principalmente nos países em crise econômica (Itália e Alemanha). Na Itália, o fascismo foi representado pelo líder italiano Benito Mussolini. Na Alemanha, Adolf Hitler foi o símbolo do fascismo, que neste país ganhou o nome de nazismo
Este sistema terminou com a derrota do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Principais características e idéias do fascismo:
- Totalitarismo: o sistema fascista era antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade.

- Nacionalismo: entre os fascistas era a ideologia baseada na idéia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.

- Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

- Culto à força física: Nos países fascistas, desde jovens os jovens eram treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo do estado fascista era preparar soldados fortes e saudáveis.

- Censura: Hitler e Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou idéia, contrária ao sistema, poderia ser veiculadas em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

- Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias. Os discursos de Hitler eram constantemente transmitidos pelas rádios ao povo alemão. Desfiles militares eram realizados para mostrar o poder bélico do governo.

- Violência contra as minorias: na Alemanha, por exemplo, os nazistas perseguiram, enviaram para campos de concentração e mataram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e até mesmo deficientes físicos e mentais.
- Anti-socialismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos.

Curiosidade: 
- Embora Itália e Alemanha tenham sido os exemplos mais nítidos de funcionamento do sistema fascista, em Portugal (governo de Salazar) e Espanha (governo de Francisco Franco), neste período, características fascistas se fizeram presentes. 

O fascismo na atualidade:
Embora tenha entrado em crise após a Segunda Guerra Mundial, alguns aspectos da ideologia fascista ainda estão presentes em alguns grupos e partidos políticos. Na Europa, por exemplo, existem partidos políticos que defendem plataformas baseadas na xenofobia (aversão a estrangeiros).


Fascismo italiano
 
A crise socioeconômica da Itália tornou-se grave a partir do fim da Primeira Guerra Mundial. Embora tivesse terminado a guerra do lado vitorioso, a Itália não recebeu as recompensas territoriais que lhes foram prometidas.
O aumento da inflação, do desemprego e da fome eram alguns dos problemas que abalavam a economia italiana.
A monarquia parlamentar, conduzida pelo rei Vítor Emanuel III, tolerava as crescentes manifestações dos setores populares, sendo incapaz de atender suas reivindicações.
A alta burguesia italiana e as classes médias conservadoras, mostravam-se apavoradas com a crescente movimentação social dos trabalhadores.


A ascensão de Mussolini


Benito Mussolini pertencera ao Partido Socialista Italiano, tendo sido expulso devido às suas posições oportunistas e antipacifistas nos anos da Primeira Guerra Mundial.
Em março de 1919, Mussolini fundou uma organização denominada fasci di combattimento (esquadrões de combate), composta por ex-combatentes e desempregados, e contou com o financiamento de alguns industriais.
Utilizando métodos violentos e inescrupulosos contra seus opositores, desenvolveram-se, transformando-se no Partido Nacional Fascista.
Protestando contra a crescente violência fascista, os partidos de inspiração marxista convocaram, em agosto de 1922, uma greve geral dos trabalhadores. Os fascistas exigiram que o governo acabasse com a greve e restabelecesse a ordem. Impotente para controlar a situação, o governo abriu espaço para a ação violenta dos fascistas.
Mussolini organizou em 28 de outubro de 1922, a Marcha sobre Roma, promovendo uma passeata de cerca de 50 mil fascistas em Roma. Pressionado, o rei Vítor Emanuel III encarregou Mussolini de formar um novo governo, em 28 de outubro de 1922.


O governo de Mussolini


O governo de Mussolini pode ser dividido em duas grandes fases:
Consolidação do Fascismo (1922 a 1924) – Mussolini realizou um governo marcado pelo nacionalismo extremado, e pelo capitalismo. Paralelamente, fortaleceu as organizações fascistas com a fundação das Milícias de Voluntários para a segurança Nacional. Valendo-se de todos os métodos possíveis, inclusive de fraude eleitoral, os fascistas garantiram a vitória do Partido nas eleições parlamentares de abril de 1924. O deputado socialista Giacomo Matteoti denunciou as violências fascistas. Devido a sua firme oposição, Matteoti foi assassinado em maio de 1924. A morte de Matteoti provocou indignação popular e forte reação da imprensa política oposicionista. Mussolini assumiu a responsabilidade histórica pelo homicídio do líder socialista, decretando uma série de leis que fortalecia o governo.
Ditadura Fascista (1925 a 1939) – Nos meses finais de 1925, Mussolini implantou o fascismo na Itália. Os sindicatos dos trabalhadores passaram a ser controlados pelo Estado por meio do sistema corporativista. Foi criado um tribunal especial para julgar crimes considerados ofensivos à segurança do Estado. Inúmeros jornais foram fechados, os partidos de oposição foram dissolvidos, milhares de pessoas foram presas e outras foram expulsas do país. A Ovra, polícia secreta fascista, utilizou os mais terríveis tipos de violência na perseguição dos oposicionistas. Os fascistas puniam seus adversários obrigando-os a ingerir óleo de rícino. Mussolini empenhou-se em fazer da Itália uma grande potência capitalista mundial. Para isso promoveu a conquista da Etiópia, em 1936, e o revigoramento industrial. Mussolini tornou-se conhecido como o Duce, em italiano, aquele que dirige.
http://netopedia.tripod.com/historia/fascismo.htm

Nazismo Alemão

Ao final da Primeira Guerra Mundial, instaurou-se na Alemanha a República de Weimar, tendo como sistema de governo o modelo parlamentarista democrático. O presidente da república nomeava um chanceler, que seria responsável pelo poder Executivo. Quanto ao poder Legislativo, era constituído por um parlamento (Reichstag).
O governo republicano alemão enfrentava uma série de dificuldades para superar os problemas sociais e econômicos gerados pela guerra. O Tratado de Versalhes impunha à Alemanha uma série de obrigações extremamente duras.
Mesmo retomando o desenvolvimento industrial, o país sofria com o elevado índice de desemprego e altíssimas taxas inflacionárias. Entusiasmados com o exemplo da Revolução Russa, importantes setores do operariado alemão protestavam contra a exploração capitalista.
Em janeiro de 1919, importantes líderes comunistas, como Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht promoveram a insurreição do proletariado alemão contra o regime capitalista. Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht foram assassinados por um grupo de oficiais de direita.
A burguesia alemã temia a expansão do movimento socialista e passou a fornecer apoio a um pequeno partido liderado por Adolf Hitler.

A ASCENSÃO DE HITLER

Nascido em Braunau, na Áustria, Hitler (1889-1945) teve uma juventude marcada por mágoas, fracassos e dificuldades financeiras, Residiu em Viena, de 1909 a 1913, quando, então, transferiu-se para Munique.
No ano seguinte alistou-se como voluntário no Exército alemão. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi condecorado com a Cruz de Ferro, medalha atribuída como recompensa por mérito militar.
Terminada a guerra, Hitler retornou a Munique. Em setembro de 1919, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores Alemães, fundado em 1919. Em 1920, esse partido passou a se chamar Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Pouco tempo depois, Hitler tornou-se chefe do partido. Com as letras iniciais foi formada a sigla NAZI, de onde deriva o termo nazismo.
Em 1923, Hitler tentou organizar uma rebelião contra o governo, mas foi imediatamente reprimido pelas forças do governo.
Condenado à prisão, Hitler escreveu, durante o tempo em que passou na prisão, parte do livro Mein Kampf (minha luta). Em 1940, a venda do livro já chegava a seis milhões de exemplares.
Hitler foi libertado oito meses após sua condenação, dedicando-se ao crescimento e à estruturação do Partido Nazista.
O nazismo foi difundido através do talento oratório de Hitler, das publicações do partido e do uso de meios espetaculares para influenciar a opinião pública.
Von Hindenburg foi eleito presidente da República de Weimar em 1925, mas não conseguiu superar as dificuldades que encontrou. A grave crise do capitalismo de 1929 arruinou ainda ,mais a situação alemã, colaborando para que os nazistas conquistassem a vitória no parlamento alemão.
A alta burguesia pressionou o presidente a convidar Hitler para o cargo de chanceler. O Partido Nazista representava a solução para a crise do sistema capitalista.

O governo de Hitler

Hitler assumiu o cargo de chanceler em 30 de janeiro de 1933. Os principais métodos utilizados pelo nazismo foram a violência brutal ou opressiva contra seus opositores.
Em 27 de fevereiro, grupos de nazistas, incendiaram secretamente a sede do parlamento alemão. O incêndio, entretanto, foi atribuído ao Partido Comunista.
Em março de 1933, depois de o Partido Nazista obter nova vitória nas eleições para o Reichstag, Hitler conseguiu que o presidente Hindenburg decretasse a dissolução do parlamento alemão. Então, o poder Legislativo passou a ser exercido pelo Executivo.
O uso da violência contra seus inimigos do nazismo ficava a cargo principalmente da Gestapo (polícia secreta do Estado), dirigida pelo sangüinário Heinrich Himmler.
A propaganda de massa feita pelo nazismo era conduzida por Joseph Goebbels, que exercia severo controle sobre as instituições educacionais e sobre os meios de comunicação. Os professores e profissionais de comunicação somente estavam autorizados a dizer aquilo que os nazistas queriam ouvir.
Goebbels tinha o seguinte princípio: Uma mentira dita cem vezes torna-se verdade.
Em dezembro de 1933, o Partido Nazista foi transformado no único partido do Estado alemão. Nove meses depois, com a morte do presidente Hindenburg, Hitler assumiu a presidência do país.
Exercendo total controle sobre a sociedade alemã, o governo de Hitler dedicou-se à reabilitação econômica do país. Mereceu atenção especial a indústria de armamentos de guerra. Desrespeitando as proibições do Tratado de Versalhes.