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sexta-feira, 10 de julho de 2020

CRISE DA BAIXA IDADE MÉDIA - 7º C - CALVITTI

Olá alunos!

Vou postar aqui os códigos para as turmas no Google Classroom:

7º C: lxp534  (é uma letra L, não é o número 1)

Lembrando que vocês precisam entrar no Google Classroom e realizar as atividades, não somente as atividades de História mas de todas as disciplinas.

Após falar das Cruzadas e do Renascimento Comercial e Urbano, vamos abordar a Crise da Baixa Idade Média, processo também conhecido como Crise do Século XIV.


A Europa, após o Renascimento Comercial e Urbano, vivenciou anos de muita prosperidade e desenvolvimento econômico, tecnológico e urbano, resultado das inovações técnicas na agricultura surgidas entre os séculos XI e XII que proporcionaram o aumento e diversificação da oferta de alimentos, promovendo um crescimento populacional.

As inovações técnicas (moinhos de vento e de água, sistema trienal de culturas, substituição do arado pela charrua com lâmina de metal, substituição do garrote pela colhera de espáduas e substituição do boi pelo cavalo) e as campanhas cruzadistas promoveram um êxodo rural (saída dos servos do campo para as cidades), mudança da mentalidade econômica dos europeus pelo contato com os produtos do Oriente e reabertura do comércio e das rotas comerciais.

Charrua com roda, lâmina de metal e colhera de espáduas

Substituição do garrote pela colhera de espáduas


Moinho de vento


Moinho de água


As Cruzadas promoveram a reabertura da Rota do Mar Mediterrâneo, promovendo um intercâmbio comercial e cultural com o Oriente. As Cruzadas foram expedições de caráter militar-religiosas para expulsar os muçulmanos de Jerusalém (na Palestina) e da Península Ibérica. 

As Cruzadas serviram como válvula de escape para as tensões sociais existentes na Europa durante a Baixa Idade Média, principalmente com a nobreza que não possuía terras e os marginalizados que não queriam se inserir no modelo econômico feudal (servidão nos feudos).

As Cruzadas também representaram uma contraofensiva da Igreja Católica Apostólica Romana, que havia perdido territórios com a Expansão Islâmica dos séculos VII e VIII e com o Cisma do Oriente (1054) que provocou a divisão da Igreja em duas (Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Ortodoxa Grega).


Com a reabertura das Rotas comerciais, houve uma expansão das atividades comerciais e artesanais.

As cidades ganham importância, se transformam em fortalezas (burgos), onde uma nova classe social (artesãos, comerciantes, cambistas e banqueiros - os burgueses) buscam autonomia da cidade através da Carta de Franquia (pois essas cidades estavam em territórios que pertenciam aos senhores feudais, que, para enriquecer indiretamente através do comércio, cobravam impostos e controlavam as atividades burguesas). A Carta de Franquia podia ser obtida mediante pagamento ou através de guerra.

Rota do Mar Mediterrâneo: onde as cidades italianas buscavam em Constantinopla mercadorias do Oriente (seda, chá e outros produtos da China – especiarias: temperos e tecidos da Índia) e produtos do Egito (ouro, papiro, linho,  e trigo).

Rota do Mar do Norte e Mar Báltico: peixe seco, trigo, madeira, ferro , cobre, sal, lã e peles. 

A região de Champagne na França reunia as principais feiras medievais, atraindo os produtos e comerciantes das rotas do Mar Mediterrâneo, Mar do Norte e Mar Báltico.

Em Flandres havia um centro manufatureiro têxtil muito importante que também abasteciam as cidades que pertenciam à Liga Hanseática. 

As Ligas ou Guildas eram associações de comerciantes que buscavam defender seus interesses (monopólio do comércio local, controle da concorrência estrangeira, regulamentação de preços). 

As Corporações de Ofício eram associações de artesãos (monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência, regulamentação de preços, estabelecimento de normas de produção, controle de qualidade e assistência aos membros).

Diante de todas essas mudanças, a Europa passava por um intenso crescimento urbano desordenado.
As cidades cresciam sem planejamento urbano, sem saneamento básico, as medidas de higiene eram pouco divulgadas, as pessoas não tinham muito conhecimento devido ao Teocentrismo característico da época, marcada pela baixa escolaridade dos europeus, visto que somente os mais ricos frequentavam escolas. 

A partir do século XIV a Europa inicia um processo de brutal crise, marcado por 4 eventos que se arrastaram ao longo do século XIV: 

- A Guerra dos Cem Anos (1337-1453): conflito entre França e Inglaterra que envolveu outras nações, se arrastou ao longo do século XIV e toda primeira metade do século XV. A guerra foi causada pela disputa do trono francês e controle da região de Flandres.

- A Peste Negra (1347-1351): pandemia devastadora que matou entre 75 a 200 milhões de pessoas na Europa e Ásia. Pandemia causada pela peste bubônica, doença causada pelo bacilo Yersinia pestis, dizimou um terço da população europeia.

- Grande Fome: secas e mudanças climáticas, secas e as mortes provocadas pela Peste Negra e pela Guerra dos Cem Anos provocaram uma queda na produção de alimentos. A queda na produção de alimentos elevou o custo de vida e provocou uma grande mortalidade na Europa.

- Revoltas Camponesas (Jacqueries): provocadas pelo aumento do trabalho servil nos campos em decorrência da crise generalizada provocada pela Grande Fome, Peste Negra e Guerra dos Cem Anos.

Assista as vídeo-aulas sobre a Crise da Baixa Idade Média e responda os exercícios:


EXERCÍCIOS

1- Cite as mudanças econômicas que marcaram o início da Baixa Idade Média.
2- Quais foram as razões e como foi resolvido a Guerra dos Cem Anos?
3- Quais foram as causas da Grande Fome?
4- Explique como a Peste Negra se proliferava nas cidades medievais, destacando como a Igreja e a sociedade interpretavam a pandemia.

Enviar as respostas para o e-mail: dennys@prof.educacao.sp.gov.br 

terça-feira, 30 de junho de 2020

RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO - 7º C - CALVITTI

Olá caros alunos!

Vou postar aqui os códigos para as turmas no Google Classroom:

7º C: lxp534  (é uma letra L, não é o número 1)

Lembrando que vocês precisam entrar no Google Classroom e realizar as atividades, não somente as atividades de História mas de todas as disciplinas.

Após trabalhar as Cruzadas, trago uma vídeo-aula sobre as inovações técnicas na agricultura, Cruzadas, Renascimento Comercial e Urbano e as transformações arquitetônicas da Baixa Idade Média.

Assista a vídeo-aula sobre o Renascimento Comercial e Urbano: https://www.loom.com/share/9f111e11ccd54d26ab2d1643ed7c10ca


O Fortalecimento do Comércio e das Cidades

A partir do século XI a Europa assiste ao renascimento do comércio, que apresenta duas rotas principais: ao norte, através dos mares Báltico e do Norte e ao sul, através do mar Mediterrâneo. As feiras de Champagne eram o ponto de encontro. O Renascimento Comercial e Urbano determina o surgimento de uma nova classe social: a burguesia. “O ar da cidade liberta”

Séculos IX ao XI

Feudos: autossuficientes, sem procura por excedentes comercializáveis.
Invasões: muçulmanos, vikings e magiares
Estradas: péssimas, perigosas (assaltos) e pedágios. O transporte de mercadorias era extremamente caro.
Condições monetárias: escassez de dinheiro, diversidade de moedas, pesos e medidas.
Crescimento demográfico: diminuição da taxa de mortalidade, das epidemias e fim das invasões resulta maior mercado consumidor e mão-de-obra para produzir, gerando aumento da produção agrícola, com a derrubada de florestas e drenagem dos pântanos.
Inovações tecnológicas: enxada, foice e arado de ferro. Ferradura nos cascos, moinhos de água, pontes pênseis. Tração animal: atrelagem em fila, coleira no peitoral do animal. Fabricação de navios de cargas.
Resultado: produção de excedentes comercializáveis, deslocamento para outras atividades não vinculadas à terra. Artesanato e comércio se desenvolvem em centros urbanos, impulsionando o renascimento das cidades.
Renascimento Comercial: resultado das Cruzadas.
Rotas marítimas e fluviais.
Mediterrâneo: temperos, perfumes, medicamentos do Oriente.
Mar Báltico e Mar do Norte: peixe salgado, cerveja, cereais e tecidos.
Flandres: confecção de tecidos.
Ponto de confluência: Champagne – ligação entre as duas regiões.
Feiras periódicas: grande passo para um comércio permanente e estável, comercializando por atacado, de variadas regiões.
Feiras de Champagne: apoio, proteção dos senhores feudais e cobrança de impostos: taxa de entrada e saída, armazenamento, venda e armação de barraca.

Corporações de ofício: mestre de ofício (dono da oficina)
                                     Aprendiz (não é assalariado)
                                     Jornaleiro (jornada horária)


Após as Cruzadas, houve a reabertura da Rota Comercial do Mar Mediterrâneo. Produtos oriundos da China e Índia desembarcavam em Constantinopla, lá os mercadores italianos buscavam as mercadorias (principalmente tecidos e temperos) e revendiam na Europa, o que também possibilitou o surgimento das feiras medievais.

Além da Rota Comercial do Mar Mediterrâneo, havia também a Rota dos mares Báltico e Mar do Norte, que abasteciam a Europa de peixes, couro, cevada entre outros produtos.



A principal feira acontecia na região de Champagne na França, abastecida pelos produtos vindos do Mar Mediterrâneo e dos mares Báltico e do Norte. Na região de Flandres havia um forte centro manufatureiro, onde eram produzidos tecidos.


Durante a Baixa Idade Média, houve o surgimento de uma nova classe social: a burguesia, composta por comerciantes, artesãos, banqueiros e cambistas.

O desenvolvimento urbano e comercial foi possibilitado também pelo surgimento de corporações de ofício (associações de artesãos) e as ligas ou guildas (associações de comerciantes). A mais importante liga era a Liga Hanseática que contava com 80 cidades e controlava o comércio do norte europeu.

Setor financeiro: banqueiros (cambistas) emprestavam e trocavam moedas.

Centralização Monárquica: resultado da aliança entre reis e burguesia que se uniram para enfraquecer a nobreza feudal, que enriquecia indiretamente através da cobrança de diversos impostos nas atividades comerciais (pedágio, barracas, vendas de produtos).

Com o êxodo rural, muitos servos abandonaram os feudos e se dirigiam às cidades, para desempenhar atividades comerciais e artesanais, diminuindo a produção agrícola nos feudos, enfraquecendo a nobreza feudal, envolvida em revoltas camponesas e desprotegida pela fragilidade dos laços de suserania e vassalagem. Os burgueses conquistavam a independência das cidades através de conflitos militares ou pela compra da carta de franquia.

Com a aliança, o rei realiza a unificação monetária (moedas, pesos e medidas), cria um exército assalariado e permanente e centraliza as terras e o poder (legislativo, judiciário e executivo) em suas mãos, apoiado pela burguesia.


Controle cultural: Nesse sentido, a Igreja começa a perder o controle cultural que exercia sobre a sociedade. Nas escolásticas, professores e alunos não se submetem ao controle dos bispos, dando origem às universidades. Reis não aceitam a submissão à Igreja e começam a indicar bispos em áreas de influência (cesaropapismo – Questão das Investiduras) levando ao Cisma do Ocidente (1309-1377). A sociedade começa a questionar o Teocentrismo e o comportamento do clero católico que se afastava cada vez mais do papel social da Igreja. As consequências desses questionamentos serão o Renascimento Cultural e a Reforma Protestante.


EXERCÍCIOS

1- Relacione o crescimento da produção artesanal, a urbanização e as inovações técnicas na agricultura feudal.
2- Explique como funcionavam as corporações de ofício.
3- Explique as funções dos cambistas, banqueiros e caravaneiros.
4- O que era a carta de franquia?
5- Qual é a importância de Flandres e Champagne?
6- Quantas cidades faziam parte da Liga Hanseática? Ela percorria qual região?
7- Quais são as diferenças entre a arquitetura românica e a arquitetura gótica?
8- Quais eram os produtos comercializados e seus lugares de origem,  pela rota do Mar Mediterrâneo e pela rota do Mar do Norte e Mar Báltico?


Enviar as respostas para o e-mail: dennys@prof.educacao.sp.gov.br