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sexta-feira, 10 de julho de 2020

OS IMPACTOS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - 8ºs A, B, C e D - CALVITTI

Olá caros alunos.

Para quem ainda não está no Google Classroom, segue o código da turma:

8º A: 7rcngjg
8º B: vguttlq (letra L)
8º C: v247x3o
8º D: vnsilwu (Letra L)

A atividade de hoje é o capítulo 3 - Os impactos da Revolução Industrial.

Hoje vocês irão realizar a leitura das páginas 34, 35, 36 e 37 e realizar os exercícios das páginas 38, 39 e 41.

Essa  capítulo aborda o intenso intercâmbio comercial e cultural provocado pela Revolução Industrial, mostrando como as inovações tecnológicas nos transportes e nas comunicações encurtaram as distâncias entre pessoas, mercados e nações. Há ainda uma análise diacrônica (através do tempo) trazendo uma reflexão sobre nosso presente marcado pela globalização.

https://www.youtube.com/watch?v=t6nJNv-pNr8

Enviem os exercícios para o email: dennys@prof.educacao.sp.gov.br

Abraço!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

ESTADO NOVO, GOVERNO DUTRA E VARGAS - RESUMO - 9º E 3º ANO ENSINO MÉDIO - JOAQUIM ADOLFO



Estado Novo (1937-1945) – Prof. Dennys

Face autoritária de Vargas: populismo e simpatia ao nazi fascismo. Vargas utiliza como pretexto a farsa do Plano Cohen (um suposto plano comunista) para aplicar um golpe de Estado, dissolvendo o Congresso e extinguindo os partidos políticos. Outorgou uma constituição que lhe conferia o controle total do poder executivo e lhe permitia nomear interventores nos estados. O Estado Novo promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas e eram incentivados, pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), através dos apelos patrióticos na imprensa e nos livros didáticos. 
Os integralistas fracassam no Levante Integralista (Intentona Integralista) em 1938. Vargas utiliza uma polícia política e persegue opositores. Durante a Era Vargas o Brasil é marcado pelo intervencionismo estatal que recuperou a exportação de café (com proibições de novas plantações e com a queima de estoques), diversificou a agricultura (algodão, cana-de-açúcar) e foi responsável por uma modernização na indústria de base, com investimentos nos setores siderúrgico e petroquímico. Essa industrialização, de caráter nacionalista é acompanhada de uma legislação trabalhista baseada na Carta del Lavoro (de inspiração fascista) e do corporativismo (Vargas concede direitos trabalhistas ao mesmo tempo que enfraquece sindicatos e proíbe as greves e manifestações). Os E.U.A. fizeram forte pressão forçando o Brasil a apoiar os Aliados na Segunda Guerra Mundial, em troca financiaram a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A Alemanha torpedeou navios mercantes brasileiros, e em 1944, 25 mil pracinhas da FEB foram para a Itália derrotar o Eixo. A política nacionalista e autoritária de Vargas perseguiu os “súditos do Eixo”, todas as instituições e associações que mencionavam nomes estrangeiros tiveram que trocar de nome. Após vencer o nazi fascismo na Europa, o Brasil enfrentava o “fascismo interno”. Vargas atento à isso, iniciou uma abertura política, encerrando a censura, fixando prazo para eleições, possibilitando a organização de partidos políticos (e a legalidade do Partido Comunista Brasileiro), concedendo anistia aos presos políticos. Utilizando uma posição ambígua, Vargas declarava apoio ao general Eurico Gaspar Dutra do PSD, ao mesmo tempo que incitava o Queremismo (“Queremos Getúlio”). A Lei Antitruste, que limitava a entrada de capital estrangeiro no país foi o estopim para um golpe militar liderado por Eurico Gaspar Dutra (que posteriormente venceu as eleições) e Góis Monteiro, forçando a renúncia de Vargas. Era o fim do Estado Novo.

Governo Dutra (1946-1950)

Marcado pela Guerra Fria e pelo alinhamento com os E.U.A., rompendo relações com a União Soviética para combater o comunismo e cassando comunistas eleitos. Dutra começou a governar com uma nova Constituição promulgada que retomava vários aspectos da Constituição de 1934. Conservador e autoritário na política (suspendeu o direito de greve, interviu em 143 sindicatos), Dutra era liberal na economia (abriu os portos para a importação de produtos industrializados, prejudicando a indústria nacional), porém suas medidas trouxeram forte inflação, aumento no custo de vida forçando o arrocho salarial. O Brasil perdeu sua reserva cambial e houve uma enxurrada de importados supérfluos. Pressionado por grupos nacionalistas, o governo passou a dificultar as importações, mas o resultado não foi eficiente (industrialização espontânea). Dutra lançou o Plano Salte (saúde, alimentos, transporte e energia) para reforçar a economia mas por falta de recursos e de boa gestão, o plano não foi bem sucedido.

Governo Vargas (1951-1954)

Vargas venceu as eleições pelo PTB, procurando apagar sua imagem de ditador do Estado Novo e enfatizando duas diretrizes associadas à sua imagem pública: o nacionalismo econômico e a política trabalhista. Enfrentou representantes do governo dos E.U.A., dirigentes das empresas estrangeiras e empresários brasileiros. De um lado haviam os nacionalistas, e do outro, haviam os internacionalistas, que pretendiam estimular a abertura econômica do país ao capital estrangeiro.
Foi nesse período, em meio à campanha do petróleo, que é fundada a Petrobrás, empresa estatal que obteve o monopólio da extração do Petróleo no país. As refinarias particulares instaladas permaneceram no mercado e a distribuição de derivados foi feita por empresas privadas (Shell, Texaco, Esso, etc.).
Vargas recuperou o poder aquisitivo do salário, aumentando-o. Os internacionalistas começaram forte pressão ao governo. Um dos opositores, Carlos Lacerda, foi vítima de um atentado e as investigações levaram à Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial. Enfraquecido e isolado, sofrendo manifestações de militares, Vargas se suicidou com um tiro no coração.

terça-feira, 1 de abril de 2014

RESUMO SOBRE INDUSTRIALIZAÇÃO E IMPERIALISMO - 9º C e 3º ANO ENSINO MÉDIO - JOAQUIM ADOLFO

Imperialismo é a prática de ocupação, dominação política, econômica, militar e cultural que um país exerce sobre outro.


FIM DO SÉCULO XIX: O progresso das indústrias gera desenvolvimento tecnológico nos setores dos transportes e comunicação.
* Descoberta de novas fontes de energia (petróleo, carvão mineral)  facilitam e impulsionam o setor fabril.
* O crescimento industrial traz como consequência uma acirrada disputa de mercados, onde o Estado tem o papel de proteger os investimentos da burguesia capitalista, ou seja, os governos das potências européias adotam políticas econômicas contrárias ao Liberalismo (Estado Mínimo), e interferem para frear as importações de produtos industrializados nos seus países, utilizando tarifas e barreiras protecionistas, e dessa forma alteram positivamente suas balanças comerciais (exportam mais e importam menos).
                                               
                                          INTERFERÊNCIA ESTATAL NA ECONOMIA

- barreiras protecionistas, sanções e embargos econômicos
- ao mesmo tempo promove o liberalismo
- a burguesia industrial trava uma guerra contra ela mesma, pois cada país enfrenta o outro economicamente, e essa disputa acirrada por mercados gera um nacionalismo exaltado, com a contribuição de uma imprensa sensacionalista
- capitalismo selvagem: as maiores empresas capitalistas começam a se organizar em trustes, cartéis e holdings, baixam seus preços até quebrarem empresas menores

* Nesse cenário, surge a necessidade de:
- colonizar (expropriar, explorar)
- abrir novos mercados consumidores, para escoar a produção industrial
- garantir por preços baixos: matérias-primas, fontes de energia e mão-de-obra barata
- deixar a balança comercial positiva: aumentar os fluxos de exportações e dificultar a entrada de produtos. Nesse caso, os avanços tecnológicos e a infra-estrutura das malhas ferroviárias ganham grande importância.

* Onde colonizar? (Neocolonialismo)

* Como a África era um continente politicamente frágil e rico em recursos minerais, as potências européias voltaram seus olhos para o continente africano. O rei Leopoldo I da Bélgica fez da região central da África, no Congo, seu território particular, onde explorava, torturava e exterminava milhões de nativos, utilizados como mão-de-obra escrava para retirar riquezas incalculáveis em borracha, marfim, ouro, etc.
* Vale lembrar que parte do continente africano já havia sido colonizado no século XV pelos portugueses e espanhóis (período conhecido como Colonialismo).
* Inglaterra e França são as principais potências industrializadas da Europa. A Alemanha e a Itália seguem atrás devido aos seus tardios processos de unificação territorial.
* Os europeus criam teorias para justificar a colonização: uns afirmam que a desigualdade dos homens e das raças é algo irrevogável, outros criam teorias racistas dizendo que os europeus são superiores aos negros e asiáticos, que são primitivos e atrasados, e cabia aos europeus o papel de levar a "civilização" para os africanos e asiáticos.
* Importante ressaltar que os europeus levaram ódio, guerra, morte e doenças para a África. Exploraram, mataram, roubaram o povo e as riquezas do continente africano. O mesmo aconteceu na Ásia.
* Os avanços tecnológicos, sobretudo as armas, facilitaram essa dominação imposta.
* Em 1885 acontece a Conferência de Berlim, onde as potências industriais européias dividem a África entre elas, sem o consentimento dos povos africanos e sem respeitar a pluralidade étnica ali existente. Ainda hoje, existem regiões da África em conflitos bélicos internos, com gigantescos problemas estruturais, fragilidade e instabilidade política devido à prática imperialista dos países europeus.
* Nesse Congresso, a Inglaterra (Rodésia, União Sul-Africana, Nigéria, Costa do Ouro, e Serra Leoa) e a França ( Argélia, Tunísia, África Equatorial, Costa da Somália, Madagascar) ficam com grande parte do continente africano, a Bélgica fica com o Congo Belga, as colônias portuguesas e espanholas são mantidas e a Itália (Líbia, Eritréia e Litoral da Somália) e a Alemanha (Camarões, Sudoeste Africano e África Oriental) adquirem algumas colônias.
* Na Ásia, a Inglaterra conquista através de duas guerras o território da Índia. Os ingleses haviam tomado a Índia dos franceses em 1763, ficando uma companhia inglesa encarregada da exploração. Em 1858, com a Revolta dos Cipaios (nativos que serviam nos exércitos coloniais) prontamente reprimida, a Índia passou a integrar o Império Britânico.
* Na China, a Guerra do Ópio (1840-1842), provocada pela destruição de carregamentos de ópio, permitiu a conquista de Hong-Kong e de outros portos, principalmente Xangai e Nanquim. Outras expedições militares foram organizadas a pretexto de punir os chineses pela morte de missionários e novos portos foram abertos. A reação contra a invasão da China partiu de uma associação secreta (Sociedade dos Boxers) que promovia atentados contra os estrangeiros residentes em terras chinesas. As nações européias organizaram uma expedição conjunta para punir essa sociedade e o governo chinês, que a apoiava; nasceu daí a Guerra dos Boxers, depois da qual a China ficou inteiramente dominada pelas potências ocidentais.
* Os japoneses (também industrializados) ocuparam a Coréia, os alemães a Península de Shantung e os franceses a Indochina. Os Estados Unidos estabeleceram um protetorado no Havaí e ocuparam Pearl Harbor. Em 1898 anexaram definitivamente o Havaí, Guam, as Ilhas Marianas e as Filipinas. Na América ocuparam Porto Rico e após a guerra com a Espanha, estabeleceram um protetorado em Cuba.

                                                                           Por Dennys Oliveira Stefanini
    "Onde colonizar? (Neocolonianismo)" retirados de  ARRUDA, José Jobson de A.História Moderna e Contemporânea. Ática. pag. 200

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - 3º ANO ENSINO MÉDIO - JOAQUIM ADOLFO



PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918)

      “Quantas vezes desde há dois anos não ouvimos repetir: ‘Antes a guerra que esta perpétua espera!’ Neste voto, não há qualquer amargura, mas uma secreta esperança.
       A guerra! De repente a palavra ganhou prestígio. É uma palavra jovem, toda nova, embonecada dessa sedução que faz reviver o coração dos homens. Os jovens dão-lhe toda a beleza de que estão plenos e de que a vida cotidiana os priva. A guerra é sobretudo para seus olhos a ocasião das mais belas virtudes humanas. Lede esta passagem de uma carta que nos escrevia uma jovem estudante de retórica de origem alsaciana.
       ‘A existência que aqui temos não nos satisfaz completamente, porque embora possuamos todos os elementos de uma bela vida, não podemos organizá-los numa ação prática, imediata, que nos dominaria o corpo e a alma e nos lançaria fora de nós mesmos. Esta ação, há um único acontecimento que a pode permitir: a guerra. É por isso que a desejamos’.”

(BONNARD, ABEL. Jornal Le Figaro, 1912. In: JAURÉS, Jean. As causas da Primeira Guerra Mundial. Lisboa, Estampa, 1974. P. 63-4)

         O texto acima fazia parte de uma pesquisa sob o título “Os jovens de hoje” e tinha por finalidade mostrar aos franceses que os jovens desejavam a guerra. O jornal Le Figaro orientava seu inquérito criando um clima favorável ao conflito que se aproximava.
          Em 1914, a população mundial era de aproximadamente 1 bilhão e 800 milhões de habitantes. Cerca de um quarto desse número vivia na Europa e mais da metade na Ásia. Assim, o centro de gravidade mundial estava na Eurásia, palco do que seria a Primeira Guerra Mundial.

(MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luis C. A. História Moderna e Contemporânea, Ed. Scipione, 1993. P. 211)

Relato de um soldado





         “O campo de batalha é terrível. Há um cheiro azedo, pesado e penetrante de cadáveres. Homens que foram mortos no último outubro estão meio afundados no pântano e nos campos de nabo em crescimento. As pernas de um soldado inglês, ainda envoltas em polainas, irrompem de uma trincheira, o corpo está empilhado com outros; um soldado apoia seu rifle sobre eles. Um pequeno veio de água corre através da trincheira, e todo mundo usa a água para beber e se lavar; é a única água disponível. Ninguém se importa com o inglês pálido que apodrece alguns passos adiante. No cemitério de Langermark, os restos de uma matança foram empilhados e os mortos ficaram acima do nível do chão. As bombas alemãs, caindo sobre o cemitério, provocaram uma horrível ressurreição. Num determinado momento, eu vi 22 cavalos mortos, ainda com os arreios. Gado e porcos jaziam em cima, meio apodrecidos. Avenidas rasgadas no solo, inúmeras crateras nas estradas e nos campos.

(Extraído de: Rudolf Binding. Um fatalista na guerra. Em: Adhemar M. Marques, Flávio Berutti e Ricardo Faria. História contemporânea através de textos. 3 ed. São Paulo, Contexto, 1994. P. 119) 

Além de provocar incalculável destruição material, a Primeira Guerra Mundial deixou um saldo de 9 milhões de mortos na Europa. 

(FIGUEIRA, Divalte Garcia. História: Volume Único. São Paulo: Ática, 2005)


Trecho do filme "A Batalha de Passchendaele". Assistam!



Compare os 2 textos, as explicações em sala de aula e responda as questões:

1- Explique como se caracterizava a opinião pública europeia durante a Paz Armada, e quais foram os mecanismos utilizados pelos governos das potências europeias para divulgar tais ideias.
2- Relacione os movimentos nacionalistas europeus com o crescimento da indústria bélica no período da Paz Armada.
3- Analisando o segundo texto, por que podemos dizer que durante a Primeira Guerra Mundial “a Europa foi da euforia à agonia”? Justifique sua resposta.
4- Como era o cotidiano das trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial?

Entregar dia 03/04 quinta-feira sem falta. Individual

Para descontrair, a aula do Prof. Carlão sobre a participação do Brasil na PGM