segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

RESUMO SOBRE FEUDALISMO - 2ºs e 3ºs - ENSINO MÉDIO - ZENAIDE LOPES



Origem do Feudalismo

      Após a Queda do Império Romano do Ocidente (476), que selou o fim da Antiguidade e início da Idade Média, a Europa foi dominada pelos germanos que dividiam-se em vários povos, com grandes diferenças culturais entre si. Após a fragmentação do Império Carolíngio, a Europa passou um longo período sem sofrer invasões externas, porém, o território europeu começou a sofrer invasões dos húngaros (magiares), vikings (escandinavos) e dos mulçumanos.
      Com a insegurança provocada pelas invasões, os europeus ocidentais procuraram se proteger, buscando refúgio no campo. Houve então, um enfraquecimento do poder central dos antigos reinos germânicos, ao mesmo tempo que o poder local se fortalecia. O comércio foi dificultado pela insegurança reinante e pelo bloqueio das estradas e do mar Mediterrâneo.
      Essas condições possibilitaram transformações no modo de vida das sociedades européias, que caracterizavam o Feudalismo.

 Feudalismo: Relações sociais, econômicas e políticas

       A insegurança provocada pelas invasões dos séculos IX e X levou os europeus ocidentais a buscar proteção. Houve grande migração das cidades para o campo, caracterizando um processo de ruralização. Em muitas regiões, construíram-se vilas fortificadas e castelos cercados por muralhas. Pessoas com menos recursos, que não tinham como se proteger por si, procuraram a ajuda de nobres e guerreiros; os camponeses que pediam a proteção dos senhores de terra foram submetidos à servidão.

      Segundo o historiador Jacques Le Goff,  feudalismo é um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados – os senhores -, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver. (Jacques Le Goff. A civilização do Ocidente Medieval. Lisboa, Estampa,1984.v. II. P. 29)

Relações sociais

       A sociedade feudal se dividia em três ordens principais:
- Nobres: ordem dos detentores de terra, que se dedicavam basicamente às atividades militares.
- Clero: ordem dos membros da Igreja Católica, destacando-se os dirigentes superiores, como bispos, abades e cardeais. Administravam suas propriedades e tinham grande influência política e ideológica sobre toda a sociedade.
- Servos: compreendendo a maioria da população camponesa, os servos realizavam os trabalhos necessários à subsistência da sociedade. A condição de servo implicava uma série de restrições à liberdade. Ele podia ser vendido, trocado ou dado pelo senhor, não podia testemunhar contra homem livre, não podia se tornar clérigo, devia diversos encargos. Porém, ao contrário do escravo clássico, tinha reconhecida sua condição humana para ter bens e recebia proteção do senhor. (Hilário Franco Jr. A Idade Média: o nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense,1999. p. 122)
       Essa organização social, rígida e praticamente sem mobilidade entre as ordens era defendida pela elite do clero e da nobreza como forma de manter seus interesses.

Relações políticas

       Durante o predomínio do feudalismo, os governos centralizados da Europa Ocidental enfraqueceram-se. O poder político passou a ser dividido com os senhores feudais, detentores de grandes extensões de terras que governavam seus domínios exercendo autoridade administrativa, judicial e militar.
       Os vários núcleos de poder político- principados, ducados, condados, etc. – estavam ligados por laços estabelecidos entre membros da nobre a partir da concessão de feudos. Feudo – palavra derivada do germânico fehu (gado), significando um “bem oferecido em troca de algo”, benefício. Os feudos podiam ser uma extensão de terras, um castelo, uma quantia em dinheiro ou outros direitos.
       De modo geral, intitulava-se senhor ou suserano o nobre que concedia feudos a outro nobre, denominado vassalo; este, em troca, devia fidelidade e prestação de serviços (principalmente militares) ao senhor.
      Suseranos e vassalos tinham direitos e deveres a cumprir estabelecidos entre si.
- Suserano: devia proteger militarmente seus vassalos e dar-lhes assistência jurídica. Tinha direito de reaver o feudo do vassalo que morresse sem deixar herdeiros, de proibir o casamento do vassalo com pessoa que fosse infiel etc.
- Vassalo: devia prestar serviço militar ao suserano, libertá-lo, caso fosse aprisionado por inimigos, comparecer ao tribunal presidido pelo suserano toda vez que fosse convocado etc. Recebia proteção militar do suserano.

Relações econômicas

     Na sociedade feudal predominou a produção de bens agrícolas e pastoris, que tinha como principal unidade produtora o senhorio (extensão de terra) e como forma de trabalho, a servidão.
     O tamanho médio de um senhorio variava entre 200 e 250 hectares. Cada um tinha uma produção variada de cereais, carnes, leite, roupas e utensílios domésticos - poucos produtos (como os metais utilizados na confecção de ferramentas e o sal) vinham de fora. Eram divididos em três grandes áreas:

- os campos abertos (terras comunais): bosques e pastos de uso comum, em que os servos podiam recolher madeira, coletar frutos e soltar os animais – mas não podiam caçar (um direito exclusivo do senhor);
- as reservas senhoriais: terras exclusivas do senhor feudal, cultivadas alguns dias por semanas pelos servos. Tudo o que nelas fosse produzido pertencia ao senhor;
- os mansos servis: terras utilizadas pelos servos, das quais eles retiravam seu próprio sustento e os recursos para cumprir as obrigações que deviam aos senhores.

      A forma de trabalho predominante no feudalismo foi a servidão. Os servos não eram proprietários das terras em que trabalhavam, apenas as usavam; produziam o próprio sustento e para manter as outras duas ordens.
      A relação servil impunha uma série de obrigações do servo para com o senhor feudal, pagas em forma de trabalho e de bens. Uma delas era a corvéia, pela qual o servo, embora livre, tinha de trabalhar alguns dias da semana gratuitamente nas reservas senhoriais. Esse trabalho podia ser realizado na agricultura, na criação de animais, na construção de casas e outros edifícios ou em benfeitorias.
      Os servos também pagavam a talha: eram obrigados a entregar parte da produção agrícola ou pastoril ao senhor feudal. Havia ainda a banalidade, pagamento de taxas ao senhor pela utilização de equipamentos e instalações do senhorio (celeiros, fornos, moinhos etc.)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

FOTOS COM OS ALUNOS - 2014

 1º E - Zenaide Lopes
 3ºB - Joaquim Adolfo
 1º F - Zenaide Lopes
3º B - Joaquim Adolfo

domingo, 16 de novembro de 2014

VÍDEO AULAS SOBRE BRASIL REPÚBLICA e EUROPA























Aula 58 : Revolução de 1930

Aula 59: Estado Novo

Estado Novo

Aula 60: O Brasil na Segunda Guerra
Brasil na SGM


Aula 61: A ordem liberal-democrata



Aula 62: O segundo Governo Vargas

Aula 63: O suicídio de Vargas

Aula 64: O nacional-desenvolvimentismo de JK


Aula 65: Sociedade e cultura nos "Anos Dourados"

Aula 66: O mundo do pós-guerra

Aula 67: O governo Jânio Quadros

Aula 68: O governo João Goulart

Aula 69: O Regime Militar

Aula 70: O governo Geisel e a abertura política

Aula 71: Da revolução política à revolução cultural

Aula 72: As origens do mundo atual

Aula 73: Brasil: consolidando a democracia


terça-feira, 11 de novembro de 2014

ESTADO NOVO, GOVERNO DUTRA E VARGAS - RESUMO - 9º E 3º ANO ENSINO MÉDIO - JOAQUIM ADOLFO



Estado Novo (1937-1945) – Prof. Dennys

Face autoritária de Vargas: populismo e simpatia ao nazi fascismo. Vargas utiliza como pretexto a farsa do Plano Cohen (um suposto plano comunista) para aplicar um golpe de Estado, dissolvendo o Congresso e extinguindo os partidos políticos. Outorgou uma constituição que lhe conferia o controle total do poder executivo e lhe permitia nomear interventores nos estados. O Estado Novo promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas e eram incentivados, pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), através dos apelos patrióticos na imprensa e nos livros didáticos. 
Os integralistas fracassam no Levante Integralista (Intentona Integralista) em 1938. Vargas utiliza uma polícia política e persegue opositores. Durante a Era Vargas o Brasil é marcado pelo intervencionismo estatal que recuperou a exportação de café (com proibições de novas plantações e com a queima de estoques), diversificou a agricultura (algodão, cana-de-açúcar) e foi responsável por uma modernização na indústria de base, com investimentos nos setores siderúrgico e petroquímico. Essa industrialização, de caráter nacionalista é acompanhada de uma legislação trabalhista baseada na Carta del Lavoro (de inspiração fascista) e do corporativismo (Vargas concede direitos trabalhistas ao mesmo tempo que enfraquece sindicatos e proíbe as greves e manifestações). Os E.U.A. fizeram forte pressão forçando o Brasil a apoiar os Aliados na Segunda Guerra Mundial, em troca financiaram a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A Alemanha torpedeou navios mercantes brasileiros, e em 1944, 25 mil pracinhas da FEB foram para a Itália derrotar o Eixo. A política nacionalista e autoritária de Vargas perseguiu os “súditos do Eixo”, todas as instituições e associações que mencionavam nomes estrangeiros tiveram que trocar de nome. Após vencer o nazi fascismo na Europa, o Brasil enfrentava o “fascismo interno”. Vargas atento à isso, iniciou uma abertura política, encerrando a censura, fixando prazo para eleições, possibilitando a organização de partidos políticos (e a legalidade do Partido Comunista Brasileiro), concedendo anistia aos presos políticos. Utilizando uma posição ambígua, Vargas declarava apoio ao general Eurico Gaspar Dutra do PSD, ao mesmo tempo que incitava o Queremismo (“Queremos Getúlio”). A Lei Antitruste, que limitava a entrada de capital estrangeiro no país foi o estopim para um golpe militar liderado por Eurico Gaspar Dutra (que posteriormente venceu as eleições) e Góis Monteiro, forçando a renúncia de Vargas. Era o fim do Estado Novo.

Governo Dutra (1946-1950)

Marcado pela Guerra Fria e pelo alinhamento com os E.U.A., rompendo relações com a União Soviética para combater o comunismo e cassando comunistas eleitos. Dutra começou a governar com uma nova Constituição promulgada que retomava vários aspectos da Constituição de 1934. Conservador e autoritário na política (suspendeu o direito de greve, interviu em 143 sindicatos), Dutra era liberal na economia (abriu os portos para a importação de produtos industrializados, prejudicando a indústria nacional), porém suas medidas trouxeram forte inflação, aumento no custo de vida forçando o arrocho salarial. O Brasil perdeu sua reserva cambial e houve uma enxurrada de importados supérfluos. Pressionado por grupos nacionalistas, o governo passou a dificultar as importações, mas o resultado não foi eficiente (industrialização espontânea). Dutra lançou o Plano Salte (saúde, alimentos, transporte e energia) para reforçar a economia mas por falta de recursos e de boa gestão, o plano não foi bem sucedido.

Governo Vargas (1951-1954)

Vargas venceu as eleições pelo PTB, procurando apagar sua imagem de ditador do Estado Novo e enfatizando duas diretrizes associadas à sua imagem pública: o nacionalismo econômico e a política trabalhista. Enfrentou representantes do governo dos E.U.A., dirigentes das empresas estrangeiras e empresários brasileiros. De um lado haviam os nacionalistas, e do outro, haviam os internacionalistas, que pretendiam estimular a abertura econômica do país ao capital estrangeiro.
Foi nesse período, em meio à campanha do petróleo, que é fundada a Petrobrás, empresa estatal que obteve o monopólio da extração do Petróleo no país. As refinarias particulares instaladas permaneceram no mercado e a distribuição de derivados foi feita por empresas privadas (Shell, Texaco, Esso, etc.).
Vargas recuperou o poder aquisitivo do salário, aumentando-o. Os internacionalistas começaram forte pressão ao governo. Um dos opositores, Carlos Lacerda, foi vítima de um atentado e as investigações levaram à Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial. Enfraquecido e isolado, sofrendo manifestações de militares, Vargas se suicidou com um tiro no coração.