A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO E O PERÍODO JACOBINO
Jacobinos versus Girondinos: “Esquerda X Direita”
Os girondinos representavam a grande
burguesia e, como toda burguesia-que-se-preza, defendia seus
interesses econômicos acima de qualquer outra coisa. Os jacobinos eram,
inicialmente, revolucionários que ganharam este nome devido às primeiras
reuniões do grupo, que aconteciam no convento dos padres jacobinos, de ordem
dominicana.
Desde o início da Assembleia os dois grupos
agiram de forma a polarizar o debate, assim como acontece hoje em dia nos
debates entre grupos políticos de direita e de esquerda. Apesar das idéias
contrárias, os dois grupos apoiavam a Revolução, mesmo que os debates sobre a
Constituição tenha gerado alguns atritos. Mas foi durante a Covenção
Nacional – a Assembléia foi transformada em Convenção e assumiu o controle
da França – iniciada em 20 de setembro de 1792, que a polarização ficou mais
intensa.
Durante as reuniões, os deputados girondinos que
queriam o fim rápido da Revolução, a consolidação das vitórias burguesas e o
reestabelecimento comercial francês, freando o radicalismo, ficavam à direita.
No centro ficavam aqueles deputados sem posição política definida. Na maioria
eram membros da pequena burguesia. E à esquerda, na parte mais alta do salão de
reuniões, ficavam os jacobinos, mais radicais e que defendiam os interesses da
população comum, os sans-culottes. Herdamos esta “nomenclatura” política desta
época, destes debates dentro da Convenção Nacional.
Além dos acalorados debates e das ameaças
externas, a França tinha grandes problemas internos. Eles pioravam à medida que
a Revolução não conseguia se organizar em torno de idéias comuns. Como já foi
dito, os girondinos queriam o estabelecimento de seus direitos, esquecendo o
restante da população, mas o jacobinos defendiam o povo. No meio desta disputa,
tínhamos alguns levantes anti-republicanos ocorrendo no interior da França, o
que dificultava ainda mais a organização do país.
Em 2 de julho de 1793 os jacobinos, pressionados
e apoiados pelos sans-culottes, tomaram a Convenção e mandaram prender os
girondinos. Os principais líderes jacobinos, Hébert, Danton, Saint-Just, Marat
e Robespierre assumiram o poder, dando início à Convenção Montanhesa,
considerada a época mais radical da Revolução.
Todo o poder ao povo! Ao povo??? Robespierre e o “Terror Jacobino”.
Após a tomada do controle pelos jacobinos, foi
aprovada ainda em 1793 a
Constituição do Ano I. O Comitê de Salvação Pública, liderado
inicialmente por Danton, ficou responsável pela organização do país e pela
defesa externa da França. Abaixo dele vinha o Comitê de Salvação Nacional,
cuidando da segurança interna, enquanto o Tribunal Revolucionário
julgava os opositores da revolução.
Os jacobinos implantaram uma espécie de “economia
de guerra”: havia o racionamento de mercadorias e os especuladores – que
escondiam produtos para aumentar a procura e o preço dos mesmos – foram
combatidos.
Várias pessoas acusadas de simpatizar e até mesmo
tramar a favor da monarquia foram julgadas e guilhotinadas em poucos dias. Mas
foi após a morte de Marat, assassinado por uma girondina, que os ânimos
ficaram muito exaltados. Marat era querido pela população, e sua morte causou
mais do que comoção.
“Marat assassinado”, quadro de
Jean-Joseph Weerts.
Danton, considerado moderado para os
padrões jacobinos, foi destituído do Comitê de Salvação Pública e expulso do
partido. Robespierre tomou seu lugar e iniciou a fase que ficou conhecida como O
Grande Terror. Aristocratas, membros do clero, burgueses especuladores e
inimigos da Revolução foram detidos e executados. Até a ex-rainha Maria
Antonieta e o químico Antoine Lavoisier, “pai” da química moderna, foram
executados. Até mesmo deputados jacobinos, contrários ao radicalismo de
Robespierre, foram perseguidos.
Golpe do 9 Termidor
Robespierre não tinha jogo de cintura
político, e suas atitudes estavam causando desconforto até entre os jacobinos
que apoiaram sua nomeação no lugar de Danton. Em 27 de julho de 1794 ocorreu o golpe
do 9 Termidor, quando girondinos que sobreviveram ao Terror, em uma rápida
manobra na Convenção, destituíram Robespierre, acabaram com a Comuna de Paris e
colocaram o Partido Jacobino na ilegalidade.
Robespierre e seus apoiadores foram sumariamente
executados. Convocada por Robespierre para defender seus interesses, a “massa”
dos sans-culottes não respondeu ao chamado. A pequena burguesia deixava o
poder, enquanto os girondinos voltavam ao comando, dando início à Convenção
Termidoriana.
Art.1.º Os homens nascem e são
livres e iguais em
direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na
utilidade comum. Art. 2.º A finalidade de toda
associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do
homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a
resistência à opressão. Art. 3.º O princípio de toda a
soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhum corpo, nenhum indivíduo pode
exercer autoridade que dela não emane expressamente. Art. 4.º A liberdade consiste
em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos
direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram
aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites
apenas podem ser determinados pela lei. Art. 5.º A lei não proíbe
senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser
obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene. Art. 6.º A lei é a expressão
da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou
através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos,
seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos
e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos,
segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes
e dos seus talentos. Art. 7.º Ninguém pode ser
acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com
as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam
executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado
ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário
torna-se culpado de resistência. Art. 8.º A lei apenas deve
estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido
senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e
legalmente aplicada. Art. 9.º Todo acusado é
considerado inocente até ser declarado culpado e, se julgar indispensável
prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser
severamente reprimido pela lei. Art. 10.º Ninguém pode ser
molestado por suas opiniões , incluindo opiniões religiosas, desde que sua
manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei. Art. 11.º A livre comunicação
das ideias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem; todo
cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo,
todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei. Art. 12.º A garantia dos
direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; esta força é,
pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular
daqueles a quem é confiada. Art. 13.º Para a manutenção da
força pública e para as despesas de administração é indispensável uma
contribuição comum que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas
possibilidades. Art. 14.º Todos os cidadãos
têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade
da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e
de lhe fixar a repartição, a colecta, a cobrança e a duração. Art. 15.º A sociedade tem o
direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração. Art. 16.º A sociedade em que
não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos
poderes não tem Constituição. Art. 17.º Como a propriedade é
um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser
quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de
justa e prévia indenização.
EXERCÍCIOS
1- Podemos dizer que o período conhecido como Terror foi um suicídio
político dos jacobinos? 2- O período da Convenção marca uma divisão dos revolucionários e uma
alternância de poder. Explique como os jacobinos perdem prestígio popular e o
poder da França. 3- Compare o período do Terror com a Declaração dos Direitos do Homem e
do Cidadão. Há contradições no pensamento revolucionário? Comente essa prática
contraditória dos jacobinos. 4- Analisando a Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão, explique a influência do Iluminismo na Revolução Francesa.
Individual (não será aceito textos retirados da internet e cópias de outros alunos, caso ocorra, será atribuído zero nas duas hipóteses). Manuscrito na folha de almaço (não será aceito em outro tipo de folha). Data de entrega: 14/04 (terça-feira)
Absolutismo: interesses do rei e da burguesia foram
colocados em acordo. O poder político estava concentrado nas mãos do rei e a
burguesia detinha o poder econômico.
Porém, com o tempo, esse sistema prejudicou os
interesses da burguesia, pois privilegiava somente uma pequena camada da
burguesia através dos monopólios e da política mercantilista, e este grupo
passa a reivindicar maior liberdade comercial e política.
A Revolução Industrial forneceu o modelo de economia
para o mundo contemporâneo. A Revolução Francesa forneceu os modelos políticos
e ideológicos, baseados nos ideais iluministas do século XVIII.
França do século XVIII:
- País mais populoso da Europa: de cada 5 europeus,
1 era francês.
- 90% da população eram camponeses e a economia do
país era agrária (mais da metade das propriedades agrícolas pertenciam à
nobreza), com uma pequena indústria têxtil e metalúrgica, fragilizada devido a
forte concorrência inglesa, o domínio das corporações de oficio e pelas
práticas mercantilistas, como o intervencionismo estatal na economia francesa
através do Tratado do Éden (semelhante ao Tratado de Methuen), do qual a França
fornecia vinho para a Inglaterra em troca de tecidos.
- Resquícios do feudalismo: sociedade estamental,
com deveres, direitos e privilégios distinguidos pelo nascimento.
* Primeiro Estado: constituído pelo clero, dividido
em alto clero: bispos, abades e cônegos saídos da nobreza e aliados a ela; e
baixo clero: padres e vigários pobres, saídos do campesinato ou da burguesia. O
clero (125 mil pessoas) não pagava impostos e recebia pagamentos de direitos
feudais em suas terras.
* Segundo Estado: constituído pela nobreza. Dividido
em nobreza cortesã, nobres que viviam no palácio real e recebiam pensões do rei
ou cargos militares; nobreza provincial, que vivia das rendas obtidas por suas
terras; e nobreza togada, antigos burgueses que haviam adquirido títulos de
nobreza e cargos na administração publica. Esse estado (375 mil pessoas) também
estava isento dos impostos.
* Terceiro Estado: restante da população: burgueses,
camponeses e os sans-cullottes – trabalhadores urbanos, operários e
desempregados marginalizados. Maioria esmagadora do povo francês (24,5 milhões
de pessoas), enquanto os outros dois estados, juntos, contavam com 500 mil
pessoas.
- Um sentimento comum unia o terceiro estado: o
descontentamento com a desigualdade socioeconômica, as terríveis condições de
vida, participação na vida política e diminuição da carga tributária.
A
crise econômica e o início da Revolução
- Grave crise econômica, devido às dificuldades já
citadas.
- Antigo império colonial havia diminuído devido às
sucessivas guerras que o país se envolveu. O envolvimento na guerra de
independência dos Estados Unidos agravou a crise.
- Secas e inundações prejudicaram as colheitas,
causando fome e revoltas camponesas, devidos aos pesados impostos.
- Alfandegas dentro da França prejudicavam o
desenvolvimento comercial, encareciam os produtos diminuindo as vendas.
- A França possuía uma corte gastadora e
parasitária, que esvaziou o Tesouro Público. A dívida externa ultrapassava os 5
bilhões de francos e o orçamento era muito baixo.
- Diversos ministros das finanças tentavam
inutilmente diminuir os impactos da crise e enfrentavam forte resistência do
clero, nobreza e das manufaturas reais. Era necessário selar o fim da isenção
tributária.
-
A Revolução Francesa pode ser dividida em três fases: Revolução burguesa ou
Assembleia, Radicalização burguesa ou Convenção Nacional e Fase da Consolidação
da burguesia no poder ou Diretório.
- Pressionado, o rei Luis XVI decide convocar a
Assembleia dos Estados Gerais – reunião dos representantes das três ordens
sociais – com a intenção de aumentar os impostos do Terceiro Estado. O sistema
de votação era feito em grupo, um jogo de cartas marcadas, pois o 1º e 2º
estados somavam 2 votos contra 1 voto do 3º estado.
- Porém, os representantes do Terceiro Estado
propunham a mudança do sistema de voto para o voto individual. Como isso não
foi aceito, o Terceiro Estado proclamou-se Assembleia Nacional Constituinte. O
rei tentou dissolver a Assembleia, mas o Terceiro Estado reuniu-se em um salão
de jogos, destinados a redigir uma nova Constituição para a França.
- O rei tentou usar a violência para reprimir os
burgueses, mas a população, com o apoio de parte do exército, tomou de assalto
a Bastilha, uma prisão de presos políticos no dia 14 de julho de 1789. Nos
campos, os camponeses invadiram castelos e assassinaram nobres e suas famílias
(Grande Medo).
A
Assembleia (1798/1792)
- Luis XVI aceitou a Assembleia Nacional
Constituinte e forçou a participação dos nobres e do clero. A Assembleia aboliu
os direitos feudais devidos à nobreza e ao clero. Foi promulgada a Declaração
dos Direitos do Homem e do Cidadão, baseada nos ideais iluministas, na qual
ficavam assegurados o direito à liberdade de pensamento e opinião, à igualdade
de todos os cidadãos e à propriedade individual, entre outros. Em 1790, foi
promulgada a Constituição do Civil do Clero, e confiscadas as terras da Igreja,
a fim de reerguer a economia francesa, e o clero ficou submetido ao Estado. O
papa condenou essa ação, e houve um racha entre o clero.
- Parte desse clero se uniu aos nobres (emigrados)
que fugiram do país para organizar a contrarrevolução no exterior.
- A Constituição ficou pronta em 1791: uma Monarquia
Constitucional, dominada pela alta burguesia. Igualdade jurídica para todos os
cidadãos, liberdade de produção e circulação de mercadorias sem interferência
estatal, separação do Estado e da Igreja e a divisão dos 3 poderes:
* Executivo (rei)
* Legislativo (Assembleia Legislativa)
* Judiciário
- O voto era censitário, e excluiu grande parte da
população.
- Na Assembleia, os burgueses se dividiram em
facções:
* Girondinos (direita): da alta burguesia (região de
Gironda),
* Jacobinos (esquerda): da pequena e média
burguesia, além de defender os interesses dos sans-cullottes (se reuniam em um
convento jacobino de Paris)
* Pântano ou Planície: alta burguesia financeira,
também chamados de moderados – os feuillants e os cordeliers – camadas mais
pobres.
- O rei tentava reaver seu poder através do
Absolutismo e preparou no exterior um contra-ataque, com o apoio da Áustria,
Prússia e dos nobres emigrados. Ao tentar fugir, foi preso próximo à fronteira
da França. O exército prussiano invadiu a França, mas foi rechaçado pelo povo.
Os jacobinos haviam formado a Comuna Insurrecional de Paris, um exercito
popular comandado por Marat, Danton e Robespierre e contaram com a participação
dos sans-cullottes. O rei foi considerado traidor. Em 1792, foi proclamada a
Republica da França.
A
Convenção Nacional (1792/1795)
- Com a Republica, a Assembleia Nacional foi
convertida em Convenção Nacional.
- Os girondinos desejavam consolidar as conquistas
burguesas e frear a revolução.
- O Pântano não tinha posição politica definida.
- Os jacobinos defendiam mudanças radicais.
- No inicio, a Convenção foi dominada pelos
girondinos, que se dividiram em julgar o rei por traição ou perdoá-lo. Os
jacobinos queriam que o rei fosse executado. Luis XVI foi executado na
guilhotina em 21 de janeiro de 1793, causando um grande temor nos países
absolutistas. Para combater a revolução, os países absolutistas organizaram a
Primeira Coligação contra a França, que contava com a Inglaterra.
- Com o agravamento da crise econômica, os jacobinos
tomaram controle da Convenção, prendendo os lideres girondinos. Os jacobinos
formaram o Comitê de Salvação Publica, para combater os invasores estrangeiros
e os revoltosos. Foi aprovada uma nova Constituição: estabelecido o sufrágio
universal e a democratização. Foi aprovada a Lei do Preço Máximo, que
controlava os preços dos alimentos. Foi aprovada a venda dos bens da Igreja e
dos nobres emigrados, fim dos privilégios, a criação de um sistema de educação
pública e gratuita e reformulou o exercito francês, promovendo os oficiais pela
sua capacidade militar e não pelo nascimento.
- Muitas pessoas foram executadas pela guilhotina,
era o período do Terror. Girondinos e jacobinos foram executados até que houve
um racha entre as lideranças jacobinas: Danton queria o fim do Terror, Marat
queria a continuidade. Robespierre ordenou executar os dois. Mais tarde,
Robespierre foi julgado e executado. Os jacobinos, enfraquecidos, sofreram um
golpe do Pântano, que assumiu o comando revolucionário.
O
Diretório (1795/1799)
- Abolição da Constituição de 1793 e a promulgação
de uma nova, privilegiando a alta burguesia.
- Abolição da Lei dos Preços e o voto voltou a ser
censitário.
- Governo controlado por um diretório, formado por
cinco burgueses, escolhidos pelo Legislativo.
- Esse período foi extremamente conturbado, pois a
França expandia seu território, ao mesmo tempo que lutava contra as coligações
absolutistas e contra grupos radicais dentro do território. Soma-se as
dificuldades econômicas.
- Era necessário um governo forte. A solução para o
diretório foi a formação de um novo governo através do Golpe do 18 Brumário.
Postarei as excelentes vídeo aulas do Prof. Bussunda (Mundo Edu)
Assista o documentário da série Grandes Civilizações sobre o Império Bizantino e realize a atividade proposta.
Extensão máxima do Império Bizantino
ATIVIDADE
Elabore um relatório sobre o documentário com as seguintes informações:
a) Importância econômica de Constantinopla;
b) Importância da frota naval de Justiniano;
c) Importância do Cristianismo como instrumento de unidade no Império Bizantino;
d) Cisma do Oriente (Divisão do Cristianismo);
e) Cruzadas;
Mínimo de 15 linhas. Manuscrito na folha de almaço (Não será aceito em outro tipo de folha). Individual (Relatórios copiados da internet serão zerados. Se
colar do colega, será atribuído nota zero para quem passou a cola e para
quem colou).
Data de entrega: 2º A (13/04) e 2º B (14/04) Pode utilizar 1 capa para os dois trabalhos (em folha de almaço). NÃO FALTEM DIA 13/04 (2ºA) E DIA 14/04(2ºB): AVALIAÇÃO BIMESTRAL
Elabore um relatório sobre o documentário com as seguintes informações:
a) Problemas de infraestrutura
b) Características:
- Aqueduto Valente
- Cisterna da Basílica
- Muro de Teodósio
- Hipódromo
- Hágia Sofia (Catedral de Santa Sofia)
b) Expansão territorial: consequências
c) Política de Justiniano e a Revolta Nika
Mínimo de 18 linhas. Manuscrito na folha de almaço (Não será aceito em outro tipo de folha). Individual (Relatórios copiados da internet serão zerados. Se colar do colega, será atribuído nota zero para quem passou a cola e para quem colou). Data de entrega: 2º A (13/04) e 2º B (14/04)
Em Avignon, na França, vivia Guy de
Chauliac, o mais famoso cirurgião dessa época, médico do Papa Clemente VI.
Chauliac sobreviveu à peste e deixou o seguinte relato:
"A grande mortandade teve início em Avignon em
janeiro de 1348. A epidemia se apresentou de duas maneiras. Nos primeiros dois
meses manifestava-se com febre e expectoração sanguinolenta e os doentes
morriam em 3 dias; decorrido esse tempo manifestou-se com febre contínua e
inchação nas axilas e nas virilhas e os doentes morriam em 5 dias. Era tão
contagiosa que se propagava rapidamente de uma pessoa a outra; o pai não ia ver
seu filho nem o filho a seu pai; a caridade desaparecera por completo".
E continua: "Não se sabia qual a causa desta grande
mortandade. Em alguns lugares pensava-se que os judeus haviam envenenado o
mundo e por isso os mataram".
Outro relato sobre a Peste Negra:
"Em breve os homens se
odiavam tanto que se um filho fosse atacado pela doença seu pai não cuidaria
dele. Se, apesar de tudo, ele ousasse se aproximar também se contaminaria e
estaria marcado para morrer em três dias. E isso não era tudo, todos aqueles
habitando a mesma casa que ele o seguiriam à morte. Conforme o número de mortes
crescia em Messina muitos desejavam confessar seus pecados aos padres e
expressar seus últimos desejos colocando-os em seus testamentos. Mas
eclesiásticos, advogados se recusavam a entrar nas casas dos doentes. Mas se
algum deles colocasse um pé dentro da casa do doente ele era imediatamente
abandonado para a morte súbita. Freiras, Dominicanos e membros de outras ordens
que ouviam as confissões dos moribundos eram logo subjugados pela morte tão
rapidamente que alguns nem chegavam a abandonar o quarto do doente. Logo os
corpos estavam largados pelas casas. Nenhum eclesiástico, nenhum filho, nenhum
pai e nenhum parente ousava entrar, mas pagavam serventes altas taxas para
enterrar os mortos. Mas as casas dos mortos permaneciam abertas, com todos os
seus pertences, joias e ouro e todo aquele que decidisse entrar para
reclamá-las o fazia sem encontrar obstáculos, pois a praga atacava com tanta
veemência que em pouco tempo havia uma falta de serventes e finalmente não
havia nenhum”.
Elabore um texto analisando o contexto histórico, as condições de
saneamento básico e os aspectos sociais e culturais da Europa do século XIV. Seu texto deve conter informações sobre os flagelantes. Mínimo de 15 linhas. Manuscrito na folha de almaço. Data de entrega: 08/04. Individual.
Vocabulário
Subjugados Que foi dominado;
que sofreu algum tipo de subjugação;
Que foi obrigado a fazer (alguma coisa); dominado.
Que foi alvo de conquista; conquistado.
Que foi
morto.
Mortandade Grande massacre de
pessoas e/ou animais; matança.
Número expressivo de mortes: mortandade de espécies raras.
Quantidade de pessoas que morrem numa determinada época; mortalidade.
Expectoração Ação ou efeito de
expectorar.
Eliminação, através da tosse, das secreções produzidas nos brônquios ou nos
pulmões.
Aquilo que é eliminado; escarro.
Sanguinolenta Que apresenta ou
contém excesso de sangue; sangrento.
Que se tingiu de sangue; que está misturado com sangue.
Que sente contentamento ao ver derramamento de sangue; sanguinário.
Assista as vídeo aulas sobre o Renascimento Cultural:
Compare pinturas medievais e pinturas renascentistas:
Essas 2 primeiras pinturas foram produzidas antes do Renascimento Cultural, importante observar a técnica e o tema das pinturas.
As pinturas a seguir, são do período renascentista.
Sandro Botticelli - Vênus e Marte
Rafael Sanzio - A Escola de Atenas
Sandro Botticelli - Primavera
Jan Van Eyck - A Virgem do Chanceler Rolin
Jan Van Eyck - Retrato de Margareta van Eyck
Jan Van Eyck - O Casal Arnolfini
Sandro Botticelli - O Nascimento de Vênus
Albrecht Durer - Auto Retrato
Michelangelo - Davi
Leonardo da Vinci - Mona Lisa (Gioconda)
O espírito do Renascimento
Francesco Petrarca nasceu em 1304, na
cidade de Arezzo, na península Itálica, e foi um dos principais precursores do
Renascimento. Admirador da cultura greco-romana, alimentava críticas profundas
ao pensamento religioso, predominante em sua época. Foi o primeiro a denominar
a Idade Média um período de trevas, envolto pelos dogmas da Igreja Católica. A
seguir, transcrevemos o fragmento de uma carta escrita por Petrarca.
“Pedis-me...
que vos empreste, se, como pensais, o comprei, o livro de Homero que estava à
venda em Pádua, pois que, dizeis, eu tenho de há muito um outro exemplar, a fim
de que o nosso amigo Leão o traduza do grego ao latim para vós e outros nossos
compatriotas estudiosos. Vi esse livro, mas não o comprei porque me pareceu
inferior ao meu. Poder-se-ia facilmente obtê-lo por intermédio da pessoa que me
proporcionou a amizade de Leão... De fato, sempre fui apaixonado por essa
tradução em particular e pela literatura grega em geral, e, se a sorte, invejando
os meus primeiros passos, me não tivesse arrebatado, pela morte, o meu
excelente mestre, talvez eu fosse hoje alguma coisa mais que um grego que ficou
no alfabeto”.
Leonardo Da Vinci
"Já fiz planos de pontes muito
leves (...). Conheço os meios de destruir seja que castelo for (...). Sei
construir bombardas fáceis de deslocar, carros cobertos, inatacáveis e seguros,
armados com canhões. Estou (...) em condições de competir com qualquer
outro arquiteto, tanto para construir edifícios públicos ou privados como para
conduzir água de um lugar para outro. E, em trabalhos de pintura ou na lavra do
mármore, do metal ou da argila, farei obras que seguramente suportarão o
confronto com as de qualquer outro, seja ele quem for."
[Leonardo da Vinci (retirado de Jean Delumeau,
A CIVILIZAÇÃO DO RENASCIMENTO, Lisboa, Editorial Estampa, 1984, vol. 1, p.
154)]
O
texto lido é parte da carta com que Leonardo da Vinci, em 1482, pedia
emprego na corte de Ludovico, o Mouro.
Elogio da Loucura (Erasmo de Roterdã)
Uma das sátiras mais brilhantes
da história da literatura foi escrito por Desidério Erasmo, humanista holandês,
no curto espaço de sete dias, quando de uma visita a seu amigo Sir Thomas More,
na Inglaterra. O próprio título latino da obra é um trocadilho com o nome de
More (Moriae). Erasmo, O Voltaire do século XVI, dominou o ambiente intelectual
de sua época; de toda sua volumosa obra, porém, apenas o Elogio da Loucura
escapou à obscuridade e ao esquecimento. Um notável historiador americano,
Preserved Smith, caracterizou o livro como um inteligente sermão, uma sátira
honesta, uma brincadeira com um objetivo ético.
Erasmo já demonstra tom satírico ao explicar o motivo que o levou a
escrever o livro:
"Já que a raça humana insiste em ser
completamente louca - já que todas as pessoas, do Papa ao mais humilde pároco
da aldeia - do mais rico dos homens ao mais miserável dos mendigos - da honrada
dama em suas sedas e cetins à mulher vulgar em seu vestido de chita - já que
todos se decidiram firmemente a não usar o cérebro que Deus lhes deu, mas
insistem em se deixar guiar inteiramente pela ambição, vaidade, ignorância,
porque, em nome de uma divindade racional, deveriam as poucas pessoas realmente
inteligentes perder seu tempo e esforço, tentando mudar o gênero humano,
transformando-o em algo que ele jamais desejou ser? Deixemo-lo viver feliz em
suas loucuras. Não o privemos daquilo que, lhe dá maior prazer - seu infinito
poder de se tornar ridículo."
No Elogio da Loucura, Erasmo argumenta que são os desejos tolos e irracionais
que fazem girar o mundo. O livro todo é escrito em forma de discurso ou
declamação, posta em boca da Loucura, a uma audiência imaginária composta de
homens de todas as classes e condições. Usando uma beca, mas com um barrete de
bobo na cabeça, a Loucura sobe ao púlpito, seguida por seus ajudantes: o
Amor-Próprio, o Esquecimento, a Preguiça, o Prazer, a Sensualidade, o Sono
Profundo, a Intemperança e a Demência. A Loucura nos conta que é filha de
Plutão e de uma encantadora criatura chamada Juventude, e fora criada por duas
ninfas sedutoras: Embriaguez, filha de Baco, e Ignorância, filha de Pã. Na
violenta sátira que se segue, Erasmo, falando através da loucura, ridiculariza
praticamente todas as instituições, costumes, homens e crenças de seu tempo,
inclusive o casamento, a guerra, o nacionalismo, os advogados, cientistas,
acadêmicos, teólogos, soberanos e papas.
“Aconselho-te,
meu filho, a que empregues a tua juventude em tirar bom proveito dos estudos e
das virtudes. (...) quero que aprendas as línguas perfeitamente: primeiro a
grega (...), em segundo lugar a latina, e depois a hebraica para as santas
letras (...), e igualmente a caldaica e arábica (...); que não exista história
que não tenhas presente na memória (...). Das artes liberais (...) dei-te algum
gosto, quando ainda eras pequeno, na idade de cinco a seis anos; continua o
resto (...). Do direito civil quero que saibas de cor os belos textos e que
(...) compares com filosofia.
Quanto ao conhecimento das coisas da natureza, quero que a isso te entregues
curiosamente, que não haja mar, rio nem fonte que tu não conheças os peixes;
todas as aves do ar, todas as árvores e arbustos frutíferos das florestas,
todas as ervas da terra, todos os metais escondidos no ventre dos abismos, as pedrarias
de todo o Oriente (...), que nada disso te seja desconhecido.
Depois, cuidadosamente, revisita os livros dos médicos gregos, árabes e
latinos, sem desprezar os talmudistas e cabalistas, e por frequentes anatomias
(...) adquire perfeito conhecimento do (...) homem.” (RABELAIS, François. Gargantua e Pantagruel.
1532.)
EXERCÍCIOS
Nos
trechos, estão alguns dos elementos principais que caracterizam o Renascimento
como movimento cultural.
a) Identifique três desses elementos.
b) Como se dava o patrocínio dos artistas
e técnicos do Renascimento?
c)
Considerando as aulas, as imagens e os textos acima, disserte sobre as principais características do
Renascimento Cultural nos campos da literatura, ciência e pinturas; analisando
as mudanças na mentalidade medieval, da “Cristandade do medo” à mentalidade
antropocêntrica. (mínimo de 10 linhas).
Entregar
dia 08/04 sem falta. Manuscrito na folha de almaço. Individual