sexta-feira, 18 de maio de 2012

RESUMO SOBRE INDUSTRIALIZAÇÃO E IMPERIALISMO

Imperialismo é a prática de ocupação, dominação política, econômica, militar e cultural que um país exerce sobre outro.


FIM DO SÉCULO XIX: O progresso das indústrias gera desenvolvimento tecnológico nos setores dos transportes e comunicação.
* Descoberta de novas fontes de energia (petróleo, carvão mineral)  facilitam e impulsionam o setor fabril.
* O crescimento industrial traz como consequência uma acirrada disputa de mercados, onde o Estado tem o papel de proteger os investimentos da burguesia capitalista, ou seja, os governos das potências européias adotam políticas econômicas contrárias ao Liberalismo (Estado Mínimo), e interferem para frear as importações de produtos industrializados nos seus países, utilizando tarifas e barreiras protecionistas, e dessa forma alteram positivamente suas balanças comerciais (exportam mais e importam menos).
                                               
                                          INTERFERÊNCIA ESTATAL NA ECONOMIA

- barreiras protecionistas, sanções e embargos econômicos
- ao mesmo tempo promove o liberalismo
- a burguesia industrial trava uma guerra contra ela mesma, pois cada país enfrenta o outro economicamente, e essa disputa acirrada por mercados gera um nacionalismo exaltado, com a contribuição de uma imprensa sensacionalista
- capitalismo selvagem: as maiores empresas capitalistas começam a se organizar em trustes, cartéis e holdings, baixam seus preços até quebrarem empresas menores

* Nesse cenário, surge a necessidade de:
- colonizar (expropriar, explorar)
- abrir novos mercados consumidores, para escoar a produção industrial
- garantir por preços baixos: matérias-primas, fontes de energia e mão-de-obra barata
- deixar a balança comercial positiva: aumentar os fluxos de exportações e dificultar a entrada de produtos. Nesse caso, os avanços tecnológicos e a infra-estrutura das malhas ferroviárias ganham grande importância.

* Onde colonizar? (Neocolonialismo)

* Como a África era um continente politicamente frágil e rico em recursos minerais, as potências européias voltaram seus olhos para o continente africano. O rei Leopoldo I da Bélgica fez da região central da África, no Congo, seu território particular, onde explorava, torturava e exterminava milhões de nativos, utilizados como mão-de-obra escrava para retirar riquezas incalculáveis em borracha, marfim, ouro, etc.
* Vale lembrar que parte do continente africano já havia sido colonizado no século XV pelos portugueses e espanhóis (período conhecido como Colonialismo).
* Inglaterra e França são as principais potências industrializadas da Europa. A Alemanha e a Itália seguem atrás devido aos seus tardios processos de unificação territorial.
* Os europeus criam teorias para justificar a colonização: uns afirmam que a desigualdade dos homens e das raças é algo irrevogável, outros criam teorias racistas dizendo que os europeus são superiores aos negros e asiáticos, que são primitivos e atrasados, e cabia aos europeus o papel de levar a "civilização" para os africanos e asiáticos.
* Importante ressaltar que os europeus levaram ódio, guerra, morte e doenças para a África. Exploraram, mataram, roubaram o povo e as riquezas do continente africano. O mesmo aconteceu na Ásia.
* Os avanços tecnológicos, sobretudo as armas, facilitaram essa dominação imposta.
* Em 1885 acontece a Conferência de Berlim, onde as potências industriais européias dividem a África entre elas, sem o consentimento dos povos africanos e sem respeitar a pluralidade étnica ali existente. Ainda hoje, existem regiões da África em conflitos bélicos internos, com gigantescos problemas estruturais, fragilidade e instabilidade política devido à prática imperialista dos países europeus.
* Nesse Congresso, a Inglaterra (Rodésia, União Sul-Africana, Nigéria, Costa do Ouro, e Serra Leoa) e a França ( Argélia, Tunísia, África Equatorial, Costa da Somália, Madagascar) ficam com grande parte do continente africano, a Bélgica fica com o Congo Belga, as colônias portuguesas e espanholas são mantidas e a Itália (Líbia, Eritréia e Litoral da Somália) e a Alemanha (Camarões, Sudoeste Africano e África Oriental) adquirem algumas colônias.
* Na Ásia, a Inglaterra conquista através de duas guerras o território da Índia. Os ingleses haviam tomado a Índia dos franceses em 1763, ficando uma companhia inglesa encarregada da exploração. Em 1858, com a Revolta dos Cipaios (nativos que serviam nos exércitos coloniais) prontamente reprimida, a Índia passou a integrar o Império Britânico.
* Na China, a Guerra do Ópio (1840-1842), provocada pela destruição de carregamentos de ópio, permitiu a conquista de Hong-Kong e de outros portos, principalmente Xangai e Nanquim. Outras expedições militares foram organizadas a pretexto de punir os chineses pela morte de missionários e novos portos foram abertos. A reação contra a invasão da China partiu de uma associação secreta (Sociedade dos Boxers) que promovia atentados contra os estrangeiros residentes em terras chinesas. As nações européias organizaram uma expedição conjunta para punir essa sociedade e o governo chinês, que a apoiava; nasceu daí a Guerra dos Boxers, depois da qual a China ficou inteiramente dominada pelas potências ocidentais.
* Os japoneses (também industrializados) ocuparam a Coréia, os alemães a Península de Shantung e os franceses a Indochina. Os Estados Unidos estabeleceram um protetorado no Havaí e ocuparam Pearl Harbor. Em 1898 anexaram definitivamente o Havaí, Guam, as Ilhas Marianas e as Filipinas. Na América ocuparam Porto Rico e após a guerra com a Espanha, estabeleceram um protetorado em Cuba.

                                                                           Por Dennys Oliveira Stefanini

    "Onde colonizar? (Neocolonianismo)" retirados de  ARRUDA, José Jobson de A.História Moderna e Contemporânea. Ática. pag. 200

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